Mais do que um incômodo passageiro, a candidíase de repetição revela que o problema não está apenas no micro-organismo, mas também no ambiente vaginal. Para muitas mulheres, o alívio após o tratamento de uma coceira intensa é apenas o início de um episódio que pode ser mais desagradável. Muito além do desconforto sentido no corpo, a condição se torna um labirinto emocional que afeta a vida sexual, a autoestima e a rotina de quem convive com o fungo candida.
O que deveria ser uma exceção, porém, tem se tornado uma rotina exaustiva para milhares de mulheres: o ciclo interminável de coceira, desconforto e tratamentos que parecem não surtir nenhum efeito. Quando a infecção pelo fungo candida ultrapassa quatro episódios em 12 meses, o diagnóstico de candidíase de repetição aparece.
Normalmente, na avaliação do ginecologista, o quadro surge depois que um episódio inicial foi tratado, mas não totalmente combatido. Assim, os fatores que contribuíram para que o fungo crescesse permanecem, fazendo com que a reincidência seja frequente e incômoda, prejudicando a qualidade de vida de inúmeras mulheres.
GRUPO DE RISCO
O grupo mais afetado compreende mulheres em idade reprodutiva, entre 20 e 45 anos, além de gestantes e usuárias de anticoncepcionais hormonais. Alguns fatores como estresse crônico, diabetes e disbiose intestinal também colocam o corpo em estado de alerta.
Em mulheres com a imunidade severamente comprometida, a candidíase de repetição exige atenção redobrada, sobretudo para evitar que o fungo acometa outras partes do corpo, reforçando a importância de um diagnóstico que olhe para a paciente de forma integral — e não apenas para o sintoma da vez.
Informações – Correio Braziliense
