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Os brasileiros estão atentos aos debates sobre as consequências e os prejuízos gerados pela onda de notícias falsas. O retrato desse sentimento está em uma pesquisa realizada pelo Ibope e divulgada, nesta terça-feira (02). Os números da pesquisa apontam que 90% dos brasileiros querem uma legislação contra a disseminação de fake news nas redes sociais. O levantamento, de acordo com o Jornal O Globo, foi contratado pela rede de mobilização Avaaz.

Os números do Ibope ganham extrema relevância e demonstram que a expressão ‘fake news’ entrou no cotidiano das pessoas e que todos temem os efeitos devastadores em suas vidas quando uma notícia falsa é veiculada como verdade.

O debate foi ampliado a partir da repercussão das fake news na área política, mas danos na vida das pessoas como, por exemplo, com supostos malefícios provocados pelas vacinas, despertaram a preocupação das autoridades da saúde e ajudaram nas discussões sobre a necessidade urgente da instituição de um ordenamento jurídico capaz de inibir as notícias falsas e enquadrar os seus autores em regras que os levem à condenação.

A coleta da opinião dos brasileiros, feita pelo Ibope, via telefone, ouviu 1.000 pessoa, entre os dias 28 e 29 de maio de 2020, acima de 16 anos, em todos os estados e no Distrito Federal. A pesquisa tem uma margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

A pesquisa revela que o apoio à legislação com normas contra os autores de fake news é maior entre os mais pobres, com renda de até dois salários mínimos (96%), moradores da Região Nordeste (94%) e por quem tem o ensino fundamental completo (94%). A lei contra fake news, conforme a pesquisa, tem, também, maior adesão entre mulheres (93%), jovens (na faixa de 25 a 34 anos chega a 93%), pretos e pardos (92%) e evangélicos (92%).

Os dados da pesquisa cumprem outro papel importante: fazer com que os deputados federais e senadores agilizem a aprovação de uma lei que acabe no Brasil a impunidade para quem ataca, agride e calunia pelas redes sociais. Com tantas cobranças e pressões, o Senado Federal avança para que o País tenha, nos próximos meses, uma legislação ampla e rigorosa contra a disseminação das notícias falas. Uma lei para ser cumprida e não engavetada.

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