A inflação oficial do país perdeu força em junho e ficou abaixo das expectativas do mercado. De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,16% no mês, após registrar alta de 0,58% em maio. Analistas consultados pelo Valor Data projetavam uma inflação em torno de 0,31%.
O principal fator para a desaceleração foi a queda de 0,25% nos preços do grupo Alimentação e Bebidas, um dos que mais pesam no orçamento das famílias. O recuo ajudou a compensar a alta de 0,63% no grupo Habitação, influenciada principalmente pelo aumento nas tarifas de energia elétrica.
Embora a conta de luz tenha continuado pressionando o índice, o impacto foi menor do que o observado em maio. A energia elétrica residencial subiu 1,53% em junho, abaixo dos 3,67% registrados no mês anterior. O resultado reflete a manutenção da bandeira tarifária amarela, além de reajustes promovidos por distribuidoras em Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte e da retomada de um aumento tarifário por uma concessionária no Rio de Janeiro.
Para os próximos meses, a inflação deve ser influenciada por fatores distintos. Em agosto, a expectativa é de alívio nas contas de energia com a aplicação do bônus de Itaipu. Por outro lado, os preços dos alimentos podem voltar a pressionar o IPCA caso se confirme a formação do fenômeno El Niño no segundo semestre.
