Racha entre os Ferreira Gomes volta à imprensa nacional, que destaca aliança de Ciro com o bolsonarismo e conflitos diretos com Cid

O rompimento político entre os irmãos Ciro Gomes (PSDB) e Cid Gomes (PSB) voltou ao noticiário nacional neste fim de semana, após novos movimentos que tensionam ainda mais os bastidores do cenário pré-eleitoral no Ceará.


Uma reportagem do portal Metrópoles repercute a guinada de Ciro, que se filiou ao PSDB e passou a articular alianças com o grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro e com lideranças do PL para montar um palanque competitivo ao Governo do Estado em 2026 — movimento que impacta diretamente a disputa por uma vaga ao Senado.


O repórter Sátiro Sales cita, no Jornal Alerta Geral, que o distanciamento da chamada centro-esquerda se retrata no apoio explícito de Ciro ao deputado estadual Pastor Alcides Fernandes (PL), pré-candidato bolsonarista ao Senado.

Ciro tem feito elogios públicos e destacado que Alcides está “plenamente qualificado” para ocupar uma cadeira no Senado. O gesto foi interpretado como um desafio direto ao irmão, já que Cid é apontado pelas pesquisas como o favorito caso decida concorrer à reeleição.

Cid já se antecipou, porém, para dizer que não disputará à reeleição e lançou, como sucessor, o deputado federal Júnior Mano (PSB), que acabou sendo alvo, também, de ataques do ex-presidenciável Ciro.


Os conflitos, que começaram nas eleições de 2022, marcam um dos maiores rachas da história recente da política cearense, envolvendo não apenas divergências eleitorais, mas também rupturas simbólicas dentro do clã Ferreira Gomes.