Os critérios de reajuste do piso salarial do magistério foram debatidos em uma reunião no Palácio do Planalto, na noite desta terça-feira (13/1), reunindo o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, os ministros Camilo Santana (Educação) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), além de representantes de entidades do setor.
Durante o encontro, Ziulkoski voltou a manifestar a preocupação dos prefeitos com a falta de recursos para arcar com os reajustes salariais dos professores. Ele apresentou levantamentos da CNM que mostram um cenário financeiro crítico nas prefeituras de todo o país, agravado pelos aumentos do piso nos últimos anos.
Segundo o líder municipalista, os percentuais de reajuste têm ficado muito acima da inflação, o que compromete uma fatia cada vez maior das receitas municipais e reduz a capacidade de investimento em outras áreas da Educação.
“Não somos contra o pagamento do reajuste aos professores. Só que precisamos ter o dinheiro para pagar. Muitos municípios não conseguiram conceder esse aumento e precisam de repasses da União para cumprir essa obrigação”, afirmou Ziulkoski.
Diante das ponderações da CNM e de outros participantes, a ministra Gleisi Hoffmann sinalizou disposição para buscar um entendimento. Ela sugeriu um novo encontro nos próximos dias para aprofundar a análise e tentar construir um consenso sobre o tema.
“A gente pode estabelecer um prazo para analisar essa proposta”, disse a ministra.
A expectativa é que a nova rodada de negociações ocorra na próxima semana, em meio à pressão dos prefeitos por apoio financeiro federal para garantir o cumprimento do piso nacional do magistério sem comprometer os cofres municipais.
