Recorde histórico: agosto de 2026 é o mês mais quente já registrado no planeta

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Agosto de 2026 foi o mês mais quente já registrado no planeta, com as temperaturas dos oceanos também atingindo níveis recordes. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (10) pelo observatório climático europeu Copernicus.

Após a divulgação dos dados pelo Serviço Copernicus de Mudança Climática, a Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que as temperaturas globais devem continuar avançando para níveis sem precedentes enquanto a humanidade não reduzir o uso de combustíveis fósseis.

As análises do Copernicus começaram em 1940. No entanto, outras evidências, como núcleos de gelo, anéis de árvores e esqueletos de corais, permitem aos cientistas comparar o clima atual com períodos muito mais antigos da história do planeta.

Segundo Samantha Burgess, do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, que coordena o Copernicus, as temperaturas registradas atualmente provavelmente não foram observadas pelos seres humanos nos últimos 100 mil anos.

A temperatura média do ar em agosto chegou a 16,96°C, superando em 0,01°C o recorde anterior para um mês, registrado em julho de 2023.

EL NIÑO

As temperaturas dos oceanos também quebraram recordes em regiões como o Atlântico, o Mediterrâneo e o Pacífico tropical, onde o fenômeno El Niño mais intenso da era moderna está ganhando força rapidamente.

O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico e aumenta a possibilidade de eventos climáticos extremos em diferentes partes do mundo, como inundações no Peru, secas na África e incêndios florestais na Austrália.

O El Niño representa a fase mais quente de um ciclo climático natural e costuma provocar uma elevação temporária das temperaturas globais, que já estão em níveis elevados devido ao aquecimento provocado pelas mudanças climáticas.

Os cientistas projetam que novos recordes de temperatura sejam registrados nos próximos meses, à medida que o chamado “super El Niño” se aproxime de sua intensidade máxima, prevista para dezembro. Com isso, 2027 — e possivelmente até 2026 — poderá se tornar o ano mais quente já observado.