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O indicador de recuperação de crédito – obtido a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes da base de dados da Boa Vista – registrou alta de 4,7% em maio contra abril, já descontados os efeitos sazonais. Na comparação com o mesmo mês de 2018, porém, houve diminuição de 9,9%, de forma que, no ano, o indicador acumula queda de 7,1%.

Em termos regionais, o acumulado do ano apresenta alta apenas na região Norte (1,5%). Em sentido oposto, na região Sul foi registrada a maior redução (-14,7%), seguida do Sudeste (-7,0%), Centro-Oeste (-5,6%) e Nordeste (-3,3%). Na comparação mensal, houve alta em todas as regiões.

Se, por um lado, o indicador de inadimplência vem apresentando queda em 12 meses, sugerindo que boa parte dos consumidores estão conseguindo manter em dia o pagamento de novas dívidas, por outro lado, o indicador de recuperação também segue em queda nessa base de comparação (1,2% em maio), sinalizando dificuldade dos endividados de reequilibrarem a sua situação financeira.

Na comparação mensal, tanto o indicador de inadimplência quanto o de recuperação apresentaram crescimento em maio, o que pode ser reflexo do aumento das concessões de crédito observado nos últimos meses. Os juros em patamares relativamente baixos tendem a alavancar o endividamento das famílias, por um lado, mas também a renegociação de dívidas, por outro, favorecendo, assim, a exclusão dos registros de inadimplentes.

Os elevados níveis de desocupação e subutilização da mão de obra, somados ao fraco crescimento da renda, contudo, ainda sinalizam tendência de queda da recuperação de crédito. Apesar da alta de maio, que, em si, é uma notícia positiva, ainda é cedo para falar em mudança desta tendência, uma vez que não há qualquer indício de alteração consistente na situação do mercado de trabalho.

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