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O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares do Ensino do Ceará (Sinepe-Ce) manifestou, por meio de nota divulgada na noite desta segunda-feira, descontentamento com o decreto do Governo Estadual que prevê a retomada das aulas presenciais somente a partir do dia primeiro de outubro. O decreto estadual prevê as aulas presenciais para estudantes do EJA (Ensino de Jovens e Adultos), 1º, 2º e 9º ano do Ensino Fundamental e 3º do Ensino Médio.

As escolas particulares criticam a medida com o argumento de que todas as unidades do ensino privado se preparam com as ações sanitárias voltadas a garantir a saúde de alunos, funcionários e professores.

A direção do Sinepe-Ce se disse surpresa com o teor do decreto estadual e defende que o retorno das aulas presenciais deve ser imediato. ‘’Não há motivos para que a nova etapa de retomada comece apenas no dia 1º de outubro. Não há impedimentos epidemiológicos e assistenciais para que o retorno não aconteça de forma imediata. Não entendemos o posicionamento do Governo não autorizando o retorno já nesta semana’’, expõe a nota da entidade sindical.

As escolas e faculdades, de acordo, ainda, com o comunicado do Sindicato, “já investiram em adequação do ambiente e infraestrutura, compras de EPI’s, readequação de calendários escolares e treinamento de equipe para a retomada”. Segundo a nota, todos esses protocolos foram baseados em estudos e orientações nacionais e internacionais de saúde.

O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares do Ensino considera que ‘’a primeira etapa do retorno às aulas mostrou que é segura a retomada e que as escolas estão prontas para receber seus alunos e afirma que ‘’todas as instituições de ensino estão cumprindo, diariamente e de forma categórica, todas as orientações de prevenção e cuidado’’. Essa posição foi antecipada, nesta segunda-feira, em entrevista ao Jornal Alerta Geral (Rádio FM 104.3 – Grande Fortaleza + 24 emissoras no Interior do Estado, pela presidente do Sindepe-CE, Andrea Nogueira.

Segundo, ainda, o Sindicato, ‘’prolongar o fechamento das escolas e faculdades trará danos e contribuirá para o aumento da desigualdade social em nosso país’’. A educação – acrescenta a nota do Sindicato, ‘’é um serviço essencial e não deve ter o seu retorno adiado por mais tempo, uma vez que a qualidade do aprendizado dos alunos está em jogo’’.

Bate-Papo: Sindicato das Escolas Particulares do Ceará garante segurança e responsabilidade no retorno das aulas

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RETORNO SEGURO

O Sindicato recorre a orientações de entidades internacionais para justificar a defesa da retomada imediata das aulas presenciais:

“Importantes e renomadas instituições como a Organização Mundial de Saúde (OMS), Fundação das Nações Unidas para Infância (Unicef) e Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco) defendem a retomada das aulas presenciais nas escolas e faculdades, em cada município e tão logo a epidemia permita, e afirmam que os governos devem priorizar a continuidade da educação”, observa a nota.

As instituições de ensino particular do Ceará, reafirma a nota do Sindepe, estão tomando todas as medidas necessárias para um retorno seguro e responsável. A entidade lamenta que o retorno das aulas presenciais é aguardado desde julho e há mais de três meses as escolas vêm preparando protocolos sanitários para receber as crianças e os adolescentes. ‘’Vale enfatizar que os pais têm o direito de escolher entre o ensino remoto ou presencial, pauta essa defendida e apoiada pelo Sinepe-Ce ao lançar a campanha #DireitoDeEscolha’’, destaca a nota.

Íntegra da Nota do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares do Ensino do Ceará (Sinepe-Ce)

O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares do Ensino do Ceará, Sinepe-Ce, recebeu com surpresa e insatisfação o decreto 14.800, de 20 de setembro de 2020, sobre as próximas etapas da retomada da educação. O Sinepe-Ce defende que o retorno das aulas presenciais deve ser imediato.

Não há motivos para que a nova etapa de retomada comece apenas no dia 1º de outubro. Não há impedimentos epidemiológicos e assistenciais para que o retorno não aconteça de forma imediata. Não entendemos o posicionamento do Governo não autorizando o retorno já nesta semana. As escolas e faculdades já investiram em adequação do ambiente e infraestrutura, compras de EPI’s, readequação de calendários escolares e treinamento de equipe para a retomada. Os protocolos foram baseados em estudos e orientações nacionais e internacionais de saúde.

A primeira etapa do retorno às aulas mostrou que é segura a retomada e que as escolas estão prontas para receber seus alunos. Todas as instituições de ensino estão cumprindo, diariamente e de forma categórica, todas as orientações de prevenção e cuidado. Prolongar o fechamento das escolas e faculdades trará danos e contribuirá para o aumento da desigualdade social em nosso país.

A educação é um serviço essencial e não deve ter o seu retorno adiado por mais tempo, uma vez que a qualidade do aprendizado dos alunos está em jogo. Importantes e renomadas instituições como a Organização Mundial de Saúde (OMS), Fundação das Nações Unidas para Infância (Unicef) e Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco) defendem a retomada das aulas presenciais nas escolas e faculdades, em cada município e tão logo a epidemia permita, e afirmam que os governos devem priorizar a continuidade da educação.

As instituições de ensino particular do Ceará estão tomando todas as medidas necessárias para um retorno seguro e responsável. Retorno este que é aguardado desde julho, quando o Governo do Estado anunciou que a retomada aconteceria a partir do dia 20 daquele mês. Há mais de três meses as escolas vêm preparando protocolos sanitários para receber as crianças e os adolescentes.

Vale enfatizar que os pais têm o direito de escolher entre o ensino remoto ou presencial, pauta essa defendida e apoiada pelo Sinepe-Ce ao lançar a campanha #DireitoDeEscolha. E seguimos trabalhando para garantir a segurança de todos os professores, alunos, colaboradores e familiares, cumprindo rigorosamente os protocolos para a retomada das aulas presenciais.

Sindicato dos Estabelecimentos Particulares do Ensino do Ceará, Sinepe-Ce