Permanecer em um relacionamento abusivo pode trazer consequências graves para a saúde física e emocional das vítimas. Situações desse tipo expõem mulheres a estresse crônico, isolamento social, agressões físicas e, em casos mais extremos, até risco de vida.
O cenário preocupa. Dados do Ministério das Mulheres apontam que o Brasil registrou 1.450 casos de feminicídio em 2024, evidenciando a gravidade da violência de gênero no país.
Além disso, levantamento do DataSenado revela que 3,7 milhões de mulheres sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar em 2025. Entre os episódios relatados estão agressões físicas, insultos, humilhações e outras formas de hostilidade dentro do ambiente doméstico.
Violência pode começar de forma silenciosa
Especialistas alertam que o abuso nem sempre começa com agressões físicas. Muitas vezes, os primeiros sinais aparecem de forma sutil, por meio de controle psicológico, violência moral ou patrimonial.
Esse chamado “controle invisível” pode incluir tentativas de limitar a autonomia da vítima, afastá-la de familiares e amigos ou controlar suas decisões pessoais e financeiras.
Como reconhecer um relacionamento abusivo
Segundo a psicóloga Marynara, os primeiros sinais costumam ser confundidos com demonstrações de cuidado ou amor exagerado. Por isso, é importante observar alguns comportamentos que podem indicar abuso:
- Controle disfarçado de preocupação: exigir acesso ao celular ou redes sociais pode indicar tentativa de controlar a liberdade da parceira.
- Críticas constantes: desvalorizar roupas, amizades ou escolhas profissionais é uma forma de diminuir a autoestima da vítima.
- Ciúmes excessivos: quando o ciúme é frequente e intenso, pode revelar desejo de posse e evoluir para agressões.
- Desvalorização emocional: sentir culpa constante ou ter medo de falar para evitar discussões é um sinal de alerta importante.
Como buscar ajuda
Especialistas reforçam que nenhuma forma de violência deve ser normalizada. O primeiro passo é reconhecer os sinais e levar os próprios sentimentos a sério.
Buscar apoio de familiares, amigos ou profissionais pode ser fundamental para romper o ciclo de violência. Evitar o isolamento e procurar orientação sobre os direitos legais também são medidas importantes.
Em situações de risco ou violência, a vítima pode procurar ajuda por meio da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, serviço gratuito que orienta e encaminha denúncias, além das delegacias especializadas de atendimento à mulher.
O enfrentamento à violência doméstica depende da informação, da rede de apoio e da denúncia, garantindo proteção e segurança para as vítimas.
