Belo, de 50 anos, se orgulha em falar que por meio da arte conseguiu transformar a sua trajetória. Nascido na periferia de São Paulo, fruto do relacionamento de uma costureira e um pedreiro, o cantor ressaltou que graças à música conseguiu na década de 90, com o grupo de pagode Soweto, sair da invisibilidade que a pobreza lhe dava.
“A arte sempre foi um caminho de saída em todos os sentidos. Eu era moleque de periferia. A arte me tirou da invisibilidade, me tirou dos espaços da pobreza, das coisas reclusas, para me trazer onde estou e me tornar o Belo que sou”, afirmou.
O artista não ocupou apenas o espaço por meio da música. Atualmente, ele tem mostrado talentos, antes ocultos, para a atuação ao participar da série Arcanjo Renegado, do Globoplay, e de filmes como Caindo na Real.
“A minha vida mudou muito desde a Dança dos Famosos [ele participou em 2023], está tudo diferente. Fico feliz com tudo que tem acontecido nessa minha nova fase. Eu sempre digo que estou participando de uma terceira onda, porque venho do Pagode dos anos 90 com Soweto, quando teve aquela explosão toda de Katinguelê, Exaltasamba, Negritude, Art Popular, Só Pra Contrariar, Raça Negra… E dali eu saio para uma carreira solo no ano 2000 e vivo tudo aquilo, sendo precursor desse movimento do artista solo de pagode e levando a minha música para temas de novelas”, lembrou.
“E depois da pandemia, fiz a turnê do Soweto, que foi recorde de público em todos os lugares aonde passou. Também estou atuando. Já fiz dois filmes e três séries. Está tudo acontecendo”, continuou ele.
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Celebrando 25 anos de carreira solo, o cantor foi anunciado como embaixador do Palco Quebrada, novo espaço do The Town, o festival de música em São Paulo que acontece nos 6, 7, 12, 13 e 14 de setembro. O espaço tem como objetivo mostrar os talentos da periferia.
“Não tem nada melhor do que expressar a minha arte no The Town, em um palco que realmente tem tudo a ver comigo, que é o Palco Quebrada”, garantiu o cantor, que em 2024 se apresentou no Rock in Rio. “Ano passado a gente fez uma história muito, muito grandiosa no Palco Favela do Rock in Rio. E e vem para o detalhe, nesse Palco Quebrada que é o palco da representatividade, do popular, da referência da periférica, dos artistas que somam em todos os sentidos, da música negra, da música dos menos absorvidos. Eu sou isso e represento isso”, pontuou.
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Romântico assumido, o artista confessa que chora com as suas próprias músicas. Ele prometeu emocionar o público presente no festival. “Vou falar muito de amor, machucar o coração… Não pode faltar isso nos meus shows. Se até o Belo chora com as músicas do Belo, como não se emocionar (risos)”, confessou ele.
“No meu show do The Town, vou cantar minha história toda e mesclar com o pagode com MPB, forró, rap e trap. Foras as participações que ainda não posso falar”, explicou o cantor.
Em um relacionamento amoroso recente com influenciadora digital Rayane Figliuzzi, Belo desconversou quando o questionado sobre a vida amorosa. “Estou apaixonado pela música e pelo palco sempre. Estou vivendo essa fase intensa e vivendo da arte, que é o que amo fazer”, completou ele, que no ano passado se separou de Gracyanne Barbosa, após 16 anos juntos.
(*)com informação do Site Quem
