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O protesto de parentes de policiais militares do Espírito Santo chega ao 10º dia nesta segunda-feira. Mulheres ocupam a frente da sede do Comando Geral da PM e prometem impedir a saída dos policiais. Mas a expectativa é que eles continuem a se apresentar para o trabalho diretamente nas ruas, como fizeram durante o fim de semana. Há ônibus circulando na Grande Vitória  e as aulas estão sendo retomadas nas escolas estaduais. Postos de saúde também reabriram.

Os PMs começaram a retornar às ruas no sábado (11), depois de um acordo com representantes da categoria e governo e um chamado do comando geral da PM.

Ontem, domingo, mais de 1.200 policiais voltaram às ruas. Eles se somam aos cerca de 3 mil integrantes das Forças Armadas e da Força Nacional que atuam no estado em razão da crise. Em um dia normal, o Espírito Santo tem 2 mil policiais nas ruas.

 

Segundo o Sindirodoviários, que representa os trabalhadores de ônibus, 99% da frota intermunicipal da Grande Vitória voltaria a operar nesta segunda-feira. A expectativa é que escolas particulares e postos de saúde que fecharam na semana passada reabram. A Fecomercio-ES recomendou que os comerciários voltem à ativa. Os Correios também funcionam.

As mulheres dos PMs iniciaram os protestos em 4 de fevereiro, para pressionar o governo a conceder reajustes melhores condições de trabalho aos policiais. A partir de então, os PMs deixaram de patrulhar as ruas. As mulheres sempre alegam que são elas que estão no comando da paralisação. Mas, para as autoridades, essa é uma tentativa de encobrir o que, na verdade, seria um motim dos PMs.

Sem policiamento nas ruas, uma onda de violência se instaurou. Saques e assaltos se tornaram comuns. Em nove dias, o estado teve 144 mortes violentas, segundo o Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol). Em todo o mês de fevereiro de 2016, foram 122 mortes violentas, segundo os registros oficiais.

Fonte: G1