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O ciclo administrativo de dois mandatos do pedetista Roberto Cláudio, encerrado neste 31 de dezembro, deixa como herança uma Prefeitura com finanças equilibradas, mas, também, graves problemas que exigirão do prefeito José Sarto (PDT) ações urgentes para fazer valer uma das principais promessas de campanha: o cuidado com as pessoas.

Um dos problemas é a falência do corredor comercial da Avenida Monsenhor Tabosa que, ao longo do segundo mandato, foi ignorado pela gestão Roberto Cláudio e agravado, neste ano, pela pandemia da Covid-19.


Sem estímulo do Município, dezenas de estabelecimentos comerciais fecharam aos olhos de uma gestão completamente indiferente. Centenas de empregos desapareceram. O belo cartão postal da Capital se transformou em área deserta. A recuperação da ‘Monsenhor Tabosa’, como fonte de renda e atração turística, precisa entrar como prioridade na agenda da nova administração da Capital.

REINVENÇÃO E AVENIDA COBERTA

A reinvenção do modelo de comércio ou a transformação da atual avenida em um corredor coberto, integrando-a ao Centro Dragão do Mar e à Praia de Iracema, talvez seja uma boa alternativa para ocupação de dezenas de imóveis que hoje se encontram fechados.

Os imóveis que, em um passado recente, eram motivo de orgulho e fonte de renda para os seus proprietários, para os donos de lojas e, especialmente, para centenas de jovens, pais e mães de família que ali encontravam o seu sustento e o salário ao final do mês, estão fechados e custam caro. O custo não é apenas econômico e financeiro. É, acima de tudo, social. O zelo e a preservação de empregos é, sem dúvida, exemplo de um bom cuidado com as pessoas.

CALÇADAS, COM BARRACOS DE PAPELÃO E MADEIRA, TRANSFORMADAS EM MORADIAS

O prefeito José Sarto terá, também, outro grande desafio pelos próximos quatro anos: recadastrar o contingente de pessoas que, nos últimos quatro anos, desembarcaram em calçadas de ruas e avenidas e as transformaram em moradias.

São cenas comuns em diferentes áreas da cidade – seja nos bairros considerados nobres ou nos bairros periféricos, os colchões ou divisórias de madeira montadas como abrigo, sob viadutos ou sobre bancos de praça.

O contexto é exemplificado, também, pela Praça do Ferreira, no Centro da Capital. Aqui, um quadro de total abandono pelo Município e, talvez, naquela máxima: não tem mais jeito! A realidade de hoje, pode, porém, ser revertida quando há boa vontade do poder público!

A grande quantidade de pessoas nessa situação mostra que as políticas habitacional e social da gestão Roberto Cláudio falharam ou foram incompletas, embora, no campo da habitação, milhares de imóveis tenham sido entregues para famílias de baixa renda ou que viviam na pobreza.

Se houve favorecimento na distribuição desses imóveis, não cabe aqui o julgamento, mas sim a análise de uma dura realidade que exige medidas para a dignidade ser devolvida a homens, mulheres e crianças que hoje dormem nas calçadas de ruas e avenidas. Dois exemplos dessa triste cena: viadutos das Avenidas Antônio Sales, próximo ao Parque do Cocó, e da Dom Luiz, no Bairro Meireles.


BARRACOS DE PAPELÃO E MADEIRA

As imagens se repetem em menor ou maior gravidade por outros corredores: nas Avenidas Bezerra de Menezes e Mister Hull não é diferente. A algumas dezenas de metros da Avenida Santos Dumont, na Praia do Futuro, metade de uma rua está tomada por barracos de papel e madeira, enquanto, na Rua Júlio Azevedo, no Bairro Papicu, a calçada está ocupada por moradias improvisadas.

Se for desejo da nova gestão, os quatro locais já poderiam ser visitados como demonstração de compromisso do cuidado com as pessoas. É preciso saber por quais razões grupos familiares estão morando nas calçadas. A partir desse diagnóstico, ao gestor caberá a solução de um drama que, se não for contido, dobrará em pouco tempo o número de pessoas nessa condição.

SOL DE ESPERANÇA

O olhar sensível do prefeito José Sarto deve ser, também, acompanhado pelos assessores que irão auxiliá-lo nesses próximos quatro anos.

Como destaca o título deste texto, as finanças do Município estão equilibradas e, com o dinheiro em caixa, cuidar das pessoas é um custo bem pequeno diante do resultado de uma política social voltada a promover o bem estar, o sorriso e a alegria de centenas de pessoas que estão, neste momento, perguntando como será o novo amanhecer.

Um novo amanhecer que, com o sol, ajuda a sonhar e alimentar a energia de esperança, mas que, sob chuva, entristece e molha o olhar de quem espera um abrigo digno e humanizado.

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