A saúde digital já caiu no gosto dos brasileiros, mas ainda enfrenta barreiras para se consolidar. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nexus a pedido do Serviço Social da Indústria (Sesi) mostra que 78% da população tem interesse em usar algum tipo de serviço digital no futuro, como teleconsultas, agendamento on-line e prescrição eletrônica de medicamentos. Apesar do entusiasmo, a falta de confiança nos atendimentos virtuais e a dificuldade de acesso à internet ainda aparecem como os principais obstáculos.
O levantamento mostra que seis em cada 10 brasileiros já experimentaram a saúde digital e pretendem continuar, enquanto dois em cada 10 nunca usaram, mas têm vontade de testar.
Entre os serviços mais buscados estão as consultas por vídeo, conhecidas como telemedicina, e os aplicativos de agendamento de consultas e exames. O celular é o grande aliado nessa jornada: 96% dos usuários recorrem ao aparelho para acessar as plataformas, enquanto canais como telefone e WhatsApp, aplicativos de plano de saúde e o Conect SUS lideram as portas de entrada.
Experiência positiva
Oito em cada 10 usuários relatam satisfação com os atendimentos digitais, seja pela praticidade, pela rapidez ou pelo bom atendimento recebido. Esse índice cresceu em relação a 2023, quando a aprovação era de 73%, hoje, ela representa 81%. Ainda assim, há quem critique a superficialidade de alguns atendimentos, além de problemas técnicos e demora no agendamento.
Resistência
O estudo também revela que jovens entre 25 e 40 anos, pessoas com ensino superior e rendas mais altas estão mais abertos ao uso da tecnologia. Já a resistência é maior entre os mais velhos, que preferem o contato presencial e apontam insegurança em relação ao atendimento digital.
Informações – Correio Braziliense
