O Dia Mundial da Osteoporose, celebrado nesta semana (20), chama a atenção para a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento da doença, que reduz a resistência dos ossos e aumenta o risco de fraturas. Considerada silenciosa, a osteoporose pode evoluir durante anos sem apresentar sintomas, sendo frequentemente identificada após uma fratura.
Entre os principais fatores de risco estão a idade acima de 50 anos, especialmente após a menopausa, o histórico familiar de osteoporose e de fraturas, o baixo peso corporal, a alimentação pobre em cálcio, o sedentarismo, o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Algumas doenças e o uso prolongado de determinados medicamentos, como os corticoides, também podem aumentar o risco.
Sinais de alerta e diagnóstico
Na maioria dos casos, a osteoporose não provoca dor ou outros sintomas nas fases iniciais. As manifestações podem surgir quando ocorre uma fratura, inclusive após quedas ou traumas de baixa intensidade.
A avaliação médica é fundamental para identificar pessoas com maior risco e determinar a necessidade de exames, como a densitometria óssea, que mede a densidade mineral dos ossos. Exames laboratoriais e outros exames de imagem também podem ser indicados, conforme cada caso.
Prevenção começa com hábitos saudáveis
A adoção de hábitos saudáveis contribui para preservar a saúde dos ossos e reduzir o risco de fraturas. Uma alimentação equilibrada, com fontes de cálcio, como leite e derivados e vegetais verde-escuros, é uma das medidas recomendadas, de acordo com a reumatologista.
A vitamina D também é importante para a saúde óssea e pode ser obtida em pequenas quantidades pela alimentação, além da exposição solar adequada e, quando necessário, da suplementação orientada por um profissional de saúde.
Tratamento deve ser individualizado
Quando a osteoporose é diagnosticada, o tratamento depende das necessidades de cada paciente. Pode incluir mudanças no estilo de vida, orientação para a prática de exercícios, adequação da ingestão de cálcio e vitamina D e uso de medicamentos específicos para reduzir a perda óssea e o risco de fraturas, quando indicado.
A automedicação pode trazer riscos, e o tratamento precisa ser individualizado e acompanhado por um profissional de saúde.
Embora o envelhecimento aumente a probabilidade de desenvolver osteoporose, a doença não é uma consequência inevitável da idade. A prevenção deve começar cedo, com alimentação adequada, atividade física regular e acompanhamento médico, principalmente para quem apresenta fatores de risco.