Secretaria da Saúde do Ceará faz alerta sobre doença associada à caça ao tatu

Foto: Reprodução

Febre, tosse, dor de cabeça e falta de ar. Esses são alguns dos sintomas da coccidioidomicose, infecção fúngica que pode evoluir para casos graves e tem em uma atividade ilegal — o crime ambiental da caça ao tatu — uma de suas formas mais comuns de contágio.

O caso da doença ser transmitida pela caça ao Tatu, de acordo com a Secretaria de Saúde do Ceará, é por conta dos animais se esconderem no fundo do solo, local que o fungo gosta de estar por conta do clima quente. Então, no momento que ocorrea caça, e os caçadores, ao revolver o solo, levantam muita poeira. Isso aumenta as chances de se infectar, porque os esporos dos fungos são levantados juntamente com essa poeira.

Uma das formas de prevenção, é não caçar o tatu, como está escrito na legislação ambiental. Caso trabalharem com o revolvimento da terra, usem máscaras específicas, como a N95 e PFF2. A Secretaria da Saúde informa que a doença é totalmente curável se o paciente procurar o atendimento médico ao notar algum desses sintomas.

De 2023 a 2025, o Grupo de Trabalho (GT) de Micoses Endêmicas no Ceará, registrou 22 casos de coccidioidomicose, sendo 15 confirmados laboratorialmente. Os registros estão distribuídos nos municípios de Apuiarés, Catunda, Fortaleza, Icó, Jaguaribe, Lavras da Mangabeira, Morada Nova, Orós, Parambu, Pereiro, Saboeiro, Solonópole e Tarrafas.

Informações – Secretaria da Saúde do Ceará