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Em articulações políticas, em Brasília, na tentativa de angariar aliados para as eleições de 2022, o presidente Lula já conta com uma derrota . Nessa terça-feira (5), o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou ao ex-presidente Lula, que seu partido vai lançar candidatura própria à Presidência da República no próximo ano. Kassab se reuniu com Lula a convite do petista, mas declinou de formar aliança para caminhar com o PT rumo ao Palácio do Planalto.

— Avisei ao ex-presidente que o partido fez um convite a Rodrigo Pacheco (presidente do Senado) para ser o candidato do PSD à presidência e que espero que ele (Rodrigo) aceite o convite — disse Kassab ao Jornal O Globo.

O Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco está filiado ao DEM de Minas Gerais, mas pretende migrar para o PSD de Kassab para se candidatar como terceira via à polarização de Lula com o presidente Jair Bolsonaro. Pacheco também é cobiçado como opção para o próprio DEM, que fará uma fusão com o PSL e terá mais tempo de televisão e mais dinheiro do fundo eleitoral para as eleições.

Desde domingo em Brasília, Lula tem se reunido com líderes partidários na busca de apoio . Nesta terça-feira, o petista também esteve com as lideranças do do PSB, do PROS e do PSol.

O discurso que o ex presidente tem usado junto aos dirigentes dos partidos, é de que precisa de um Congresso forte e unificado na busca de políticas para “acabar com a fome”.

Lula tem demonstrado muita preocupação com a distribuição de emendas do relator, o chamado orçamento paralelo. Na avaliação dele, essas emendas vão deixar a disputa ao Congresso desigual uma vez que os parlamentares que apoiam o governo podem receber mais recursos para injetar nos estados que os parlamentares da oposição. Lula tem tratado como “um escândalo” a liberação desses recursos pelo governo.

À bancada do PSB, nesta terça-feira, Lula considerou o deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ) como candidato “preferencial” ao governo do Rio de Janeiro. O ex-presidente disse que pretende procurar o prefeito Eduardo Paes (DEM) para construir acordos no Estado. Contudo, os deputados saíram com a impressão de que as conversas ainda estão na fase preliminar de costura, sem definição exata de quem o PT apoiará nos governos estaduais.

Nesta quarta-feira, o petista vai jantar com caciques do MDB na residência do ex-presidente do Senado Eunício Oliveira (MDB-CE). Entre os convidados estará o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, aliado do presidente Jair Bolsonaro, além do ex-presidente José Sarney, dos senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) e dos ex-senadores Edison Lobão (MDB-MA) e Romero Jucá (MDB-RR).

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