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O deputado Salmito Filho (PDT), ao fazer um balanço dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), criada para apurar o destino do dinheiro administrado pelas associações de policiais militares e militares do Corpo de Bombeiros, disse, em pronunciamento, na Assembleia Legislativa,  que um grupo político, com pretensão de ocupar cargos majoritários (governador ou senador), nasceu cometendo crime e transformando a população em refém.

Salmito não declinou nomes dos personagens desse grupo, mas o recado tem endereço certo: o deputado federal Capitão Wagner que, em 2012, foi eleito vereador de Fortaleza, em 2014 conquistou um mandato de deputado estadual, e, em 2018, chegou à Câmara com  a maior votação entre os 22 deputados federais do Ceará e que, em 2022, se lançou pré-candidato ao Governo do Estado.

Presidente da CPI, Salmito Filho lamentou que aliados do Capitão Wagner tenham dito que a Comissão Parlamentar de Inquérito cumpria o objetivo de fazer politicagem. Os depoimentos colhidos pela CPI abrem caminhos  nas investigações que podem apontar  possíveis irregularidades na aplicação de recursos gerenciados pelas associais de policiais militares.

 PERDA DA FARDA

 “Tem grupo político aqui no Ceará, e isso é público e notório, e eu quero ver se nega, quero ver se tem a coragem de negar, que nasceu na política cometendo crime e colocando a população como refém, colocando, inclusive, os seus colegas militares em uma situação vexatória. Alguns deles estão arrependidos porque perderam o emprego, porque não sabiam, porque foram ludibriados, porque foram enganados”, expôs Salmito Filho, ao relatar que muitos policiais acabaram prejudicados por acreditarem nas promessas feitas por líderes do movimento grevista que culminaram com motins e exoneração de policiais

Ao olhar para o deputado soldado Noélio, que integra o grupo político liderado pelo Capitão Wagner, Salmito lamentou a situação de constrangimento e impotência do colega parlamentar para sair em defesa das entidades e dos líderes do grupo político.  Noélio chegou a classificar a CPI de politicagem.

 “Quando assumem o mandato de vereador, deputado estadual, deputado federal, pretendendo outros mandatos, inclusive majoritários, aí fica dividido porque começa a perceber que o Código Penal Militar não permite (o motim) e que colocar a população como refém não pega bem”, observou o pedetista.

Segundo lembrou Salmito, um ex-diretor de uma das associações declarou, em depoimento à CPI realizada na terça (19), que as decisões dessa associação partem de um núcleo político. O deputado ressaltou, porém, que as entidades devem possuir caráter recreativo, de auxílio jurídico ou de saúde, mas não podem agir como sindicato ou ter ligação política.

SEM POLITICAGEM

Ao falar sobre a atuação da CPI, Salmito destacou que, no primeiro momento, os trabalhos tiveram por objetivo    colher as devidas informações e dados para o desenrolar da investigação, “de forma cuidadosa e detalhada”. “É a partir desses dados que fazemos uma investigação cuidadosa, sem expor a imagem ou a honra dos envolvidos. No entanto, houve parlamentar declarando que o trabalho da CPI não era sério e que era politicagem”, pontuou.

De acordo com o deputado, na atual fase, porém, o colegiado confronta as informações analisadas em documentos e dados do primeiro momento e o que é dito pelos depoentes. “Além das contradições, começam a surgir as ilicitudes e ilegalidades. Os militares são importantes e têm nosso respeito e reconhecimento, mas há aqueles que rasgam o juramento que fizeram e se envergam contra o que se comprometeram’’, observou.

(*) Com informações da Assessoria de Imprensa da AL

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