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Desidratado com a baixa votação do candidato Geraldo Alckmin (PSDB) e mais magro nas Assembleias Legislativas, na Câmara Federal e no Senado Federal, o PSDB começa a enfrentar novas crises a partir do maior colégio eleitoral do País, São Paulo, onde o tucano João Doria disputa o segundo turno da eleição ao Governo com o atual governador Márcio França (PSB).

Doria é o centro das atenções e pivô de uma crise que antecipa o debate sobre o futuro do PSDB. O ex-prefeito da Capital e candidato a Governador pelo PSDB abriu, no primeiro semestre deste ano, uma crise interna quando fez pesadas críticas ao ex-governador Alberto Goldman, um dos nomes mais respeitados na sigla. A briga ganhou um novo capítulo.

A executiva nacional do PSDB emitiu um breve comentário sobre a decisão do diretório municipal do partido em São Paulo de expulsar o ex-governador Alberto Goldman e o secretário Saulo de Castro Abreu do partido. Segundo a nota, o diretório municipal não tem competência para expulsar a dupla, uma vez que ambos são membros, respectivamente, dos diretórios nacional e estadual do partido.

A nota distribuída pela assessoria de imprensa da Executiva Nacional do PSDB classifica como autoritária e inócua. O diretório municipal do PSDB de São Paulo decidiu, nessa segunda-feira, expulsar Goldman e Saulo por terem supostamente apoiado adversários de João Doria na disputa pelo governo do Estado.

Goldman usou um adesivo de Paulo Skaf (MDB) no debate do primeiro turno da TV Globo, enquanto Saulo foi expulso por ter levado nesse domingo o governador Márcio França (PSB), adversário de Doria no segundo turno, a uma reunião com Geraldo Alckmin, presidente nacional do partido e candidato ao Planalto.

Além dos dois, outros 15 membros foram expulsos supostamente por terem feito propaganda para Jair Bolsonaro (PSL). Goldman e Saulo são desafetos de Doria. Questionado sobre de que ala do PSDB teria partido a decisão de expulsá-lo, o ex-governador, que soube pela imprensa do caso, reagiu com ironia: “dá para adivinhar, não é?”.

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