A produção artesanal indígena será o centro de uma programação especial em Fortaleza nesta semana, reunindo exposição, oficinas, música e gastronomia em alusão ao Mês dos Povos Indígenas. A iniciativa acontece entre os dias 22 e 24 de abril, sempre das 13h às 19h, na Galeria Mestre Noza, localizada na Praça Luíza Távora, no bairro Aldeota.
Durante os três dias, o público poderá acompanhar de perto o trabalho de artesãs dos povos Anacé, Pitaguary e Jenipapo-Kanindé, que estarão no local expondo e comercializando peças produzidas a partir de elementos naturais, como sementes, cascas, penas e fibras. Além da venda, o espaço também se propõe a promover o contato direto entre visitantes e as criadoras, permitindo a troca de experiências e o compartilhamento dos significados culturais por trás de cada издел.
As peças apresentadas refletem técnicas tradicionais de trançado e produção de acessórios, transmitidas entre gerações e diretamente ligadas à identidade de cada povo. A proposta é valorizar esses saberes, ao mesmo tempo em que amplia oportunidades de renda para as comunidades envolvidas.
A programação segue com exposição contínua ao longo dos três dias, reunindo o trabalho das artesãs Dora Anacé, Lucy Pitaguary e Glaubiana Jenipapo-Kanindé. Cada uma apresenta produções com características próprias, que vão desde o uso de fios e tecidos até a criação de bijuterias com matérias-primas naturais.
Na sexta-feira (24), a agenda ganha atividades complementares abertas ao público. A partir das 16h, haverá apresentação musical com repertório de brasilidades. Já no fim da tarde, visitantes poderão participar de uma oficina gratuita de confecção de bijuterias com sementes, cascas e penas, conduzida por Glaubiana Jenipapo-Kanindé, com vagas limitadas. Também está prevista uma degustação de alimentos inspirados na culinária indígena, ampliando a experiência cultural do evento.
Além do caráter cultural, a iniciativa também busca reforçar a importância da valorização dos povos originários e de suas práticas tradicionais, promovendo visibilidade para o artesanato indígena em um espaço urbano e ampliando o reconhecimento da diversidade cultural presente no Ceará.
