Senado lança Guia da Candidata para enfrentar violência política e fortalecer participação das mulheres nas eleições

Foto: Reprodução

O Senado Federal lança, nesta terça-feira (17), o Guia da Candidata, uma publicação criada para orientar mulheres que pretendem disputar cargos eletivos e enfrentar as barreiras e a violência política de gênero presentes no processo eleitoral.

A repórter Raquel Tavares relata, no Jornal Alerta Geral, que o material reúne dicas práticas sobre todas as etapas da disputa eleitoral, incluindo pré-candidatura, registro de candidatura, financiamento de campanha, comunicação política e segurança digital. O guia também traz orientações para evitar candidaturas fictícias, garantir o cumprimento das cotas de recursos para mulheres, acionar redes de apoio e utilizar os instrumentos legais disponíveis para denunciar irregularidades.

Raquel Tavares

A sessão especial de lançamento da publicação foi proposta pela senadora Augusta Brito (PT-CE), por meio do requerimento RQS 121/2026. Procuradora Especial da Mulher no Senado, Augusta destaca que o guia foi criado para ampliar o acesso à informação, fortalecer a autonomia e apoiar mulheres em todas as etapas da jornada eleitoral.

O lançamento integra a programação do Mês da Mulher no Senado e ocorre em meio a dados preocupantes sobre a presença feminina na política. Levantamento da União Interparlamentar (UIP) aponta que o Brasil está entre os países com maiores índices de assédio e violência política contra mulheres parlamentares, situação que ameaça a plena participação feminina nos espaços de poder.

O diagnóstico também é reforçado por estudos da ONU Mulheres, que identificam a violência política de gênero como uma das principais barreiras ao avanço da representatividade feminina.

Segundo Augusta Brito, além da violência política, as mulheres que entram na disputa eleitoral enfrentam mais dificuldades de acesso a financiamento, redes de apoio e visibilidade, além de serem alvos frequentes de ataques e campanhas de desinformação, fatores que dificultam a ampliação da presença feminina nos cargos eletivos.