Os atos golpistas que movimentaram os bastidores políticos e marcaram o dia 8 de janeiro em Brasília fizeram o Senado mudar a agenda e reunir, nesta segunda-feira, a partir das 10 horas, o Colégio de Líderes. A reunião tem por objetivo avaliar quais medidas serão adotadas para preservar a democracia e punir os vândalos que invadiram as sedes do Legislativo, Executivo e Judiciário. Coube ao primeiro vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), convocar a reunião de líderes que irá tratar da crise desencadeada pela invasão da Praça dos Três Poderes. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que se encontra em Paris, antecipou o retorno ao Brasil. Senadores de diferentes partidos condenaram a violência.

APOIO A LULA E À DEMOCRACIA


O senador Tasso Jereissati (PSDB) manifestou ‘’inteiro apoio ao presidente Lula e a todas as medidas que sejam tomadas em defesa da democracia e da vontade soberana da população brasileira’’. Tasso disse, ainda, que o Brasil presencia ‘’um triste espetáculo promovido por uma minoria raivosa, criminosamente manipulada’’.


Em outro trecho da nota, Tasso conclama ‘’a todas as forças da sociedade brasileira a se unirem em defesa da democracia e a imediata responsabilização de quem atenta contra esses valores.”


UM ERRO NÃO JUSTIFICA O OUTRO


O senador Eduardo Girão (Podemos), aliado do ex-presidente Bolsonaro, disse, por meio de nota, que “Um erro não justifica o outro’’ e afirmou que ‘’a insatisfação de brasileiros com TSE-STF sobre abusos à nossa Constituição, mais [o] início calamitoso do governo Lula, é legítima, via manifestações ordeiras e pacíficas. Nunca violentas’’!


OMISSÃO DO GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL


O presidente em exercício do Congresso Nacional, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), afirmou que ‘’os episódios verificados com as invasões dos locais que sediam os poderes da República refletem da forma mais definida o espírito terrorista com o qual agem os derrotados democraticamente no voto, além de explicitar a participação deliberada do governo do Distrito Federal [ao] não conter essa depredação generalizada e inadmissível’’.


REAÇÃO DE OUTROS SENADORES

Randolfe Rodrigues (Rede-AP): “Cumprimento o presidente Lula pela decisão de intervenção federal na segurança pública do DF e informo que, como líder do governo no Congresso, estou em contato com o presidente Rodrigo Pacheco e com o presidente em exercício Veneziano Vital do Rêgo para que nos termos do artigo 36 da Constituição Federal o Congresso Nacional se reúna imediatamente para a apreciar o decreto presidencial. Tudo funcionará normalmente, os antidemocratas não venceram e não vencerão jamais!”


Jean Paul Prates (PT-RN): “Presidente Lula mandando o papo reto necessário: intervenção no governo do Distrito Federal, que passou pano para baderneiros; investigação cabal das fontes financeiras e comandos remotos, e punição exemplar dos vândalos e de seus mentores e mobilizadores.”
Jaques Wagner (PT-BA): “Que as autoridades atuem para identificar e punir os fanáticos envolvidos neste capítulo criminoso da nossa história. O que estamos vendo hoje são atos graves, de vandalismo, terrorismo e barbárie. A violência contra o Congresso, o Palácio do Planalto e o STF, invadidos e depredados na tarde de hoje, não podem passar impunes. Precisamos de medidas duras e imediatas.”


Paulo Rocha (PT-PA): “O presidente Lula garante que terroristas não sairão impunes.”


Kátia Abreu (PP-TO): “Parabéns, Lula, por ser diligente diante dessa pouca vergonha. Fez intervenção no Distrito Federal. Tem que prender os cem ônibus. Através deles identificaremos os financiadores e organizadores da ação terrorista.”


Humberto Costa (PT-DF): “O presidente Lula decretou intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal e está indo para Brasília acompanhar de perto. Os danos ao patrimônio público foram enormes. A punição precisa ser exemplar.”


Eliziane Gama (Cidadania-MA): “Decisão muito acertada do presidente Lula de intervenção no Distrito Federal. Sucesso ao interventor [Ricardo] Cappelli [secretário-executivo do Ministério da Justiça]. Quantos presos até agora? Quantos serão punidos? A contenção dos atos de terrorismo tem que vir acompanhada de punições. Aos terroristas, o rigor da lei. Aos financiadores desses atos de barbárie, o rigor da lei. A leniência, conivência e omissão de autoridades são inaceitáveis.”


Rogério Carvalho (PT-SE): “Repudio, com a máxima energia, os atos de vandalismo que acontecem neste momento nos prédios do Congresso Nacional, e imediações. O Brasil assiste estarrecido a um severo ataque contra nossa democracia, que não pode passar impune.”


Marcelo Castro (MDB-PI): “Inaceitável! O presidente da República e os representantes do Parlamento foram eleitos democraticamente. Atos criminosos contra a democracia e a depredação do patrimônio público precisam ser combatidos e os culpados devem ser punidos com o rigor da lei, de forma célere.”


Renan Calheiros (MDB-AL): “Baderneiros depredaram o patrimônio. Crimes reincidentes, anunciados como o vandalismo na sede da Polícia Federal e o terrorismo no aeroporto. O chefe da Segurança do governo do Distrito Federal e a leniência local do governo exigem uma intervenção federal imediata. Os golpistas não passarão e a ordem prevalecerá.”


Paulo Paim (PT-RS): “Catastrófica a invasão do Congresso e do STF por radicais golpistas da direita. Um ataque à democracia e às instituições públicas. Eles não aceitam o resultado das urnas e pregam golpe de Estado. A polícia precisa agir.”


Weverton (PDT-MA): “A invasão do Congresso Nacional não é manifestação política, é atentado contra a democracia. Passou da hora de identificar os cabeças e financiadores e puni-los por vandalismo e atos antidemocráticos.”


Omar Aziz (PSD-AM): “Tristes cenas da falta de respeito à democracia ocorrem agora em Brasília. Radicais estão depredando o patrimônio público, invadindo o Congresso e pedindo golpe. Esses atos resultados da imprudência de um líder sem responsabilidade e sem integridade. E que contam com o financiamento e incentivo de parlamentares e autoridades. Essas ações são lamentáveis. Mas não vão nos intimidar. O povo escolheu e quer paz. Estaremos firmes na luta pela democracia e por um Brasil melhor.”


Leila Barros (PDT-DF): “O Brasil não pode se curvar diante de criminosos que não aceitam a vontade da maioria e querem impor sua vontade pelo uso da força. Os atos são graves e merecem uma punição severa e exemplar.”


Jader Barbalho (MDB-PA): “Repudio veementemente os atos de vandalismo e terrorismo em Brasília, com invasão e depredação dos prédios públicos. Tem que haver a dura aplicação da lei, inclusive naqueles que são coniventes com essa situação.”


Fabiano Contarato (PT-ES): “A seita bolsonarista ultrapassou todos os limites! Ao furarem o bloqueio policial e invadirem o Congresso Nacional e o STF manifestando seu intento golpista, eles demonstram o quão grave é o movimento antidemocrático alimentado por Bolsonaro. Não basta apenas exonerar o bolsonarista que insistiu em colocar na Secretaria de Segurança do Distrito Federal, Ibaneis [Rocha] tem que assumir que prevaricou e precisa ser responsabilizado!”


Eduardo Braga (MDB-AM): “Total repúdio aos atos golpistas em Brasília! Não há lugar para vandalismo na democracia. Sem falar q violência gera violência e que o Brasil e os brasileiros são os grandes prejudicados pela irresponsabilidade extremista. A punição tem que ser rigorosa. Chega de ódio e radicalismo!”


Davi Alcolumbre (União-AP): “São inaceitáveis os atos antidemocráticos que ocorrem na tarde deste domingo (8), na sede dos três poderes em Brasília. Ações criminosas que devem sofrer o rigor da lei e merecem o repúdio e a desaprovação de todos os líderes com espírito público e responsabilidade. A democracia, como nosso maior patrimônio, deve ser respeitada e protegida.”


Telmário Mota (Pros-RR): “A invasão do Congresso! Gente, ninguém aqui é criança, essas pessoas estão sendo induzidas e monitoradas por algum sistema de inteligência. As forças policiais federais, civis, militares e inclusive o exército, estão fazendo corpo mole. Estamos a um passo para um Estado de desobediência civil e baderna generalizada. É preciso uma resposta conjunta e urgente dos três poderes.”


Outros senadores, que não fazem parte da base do governo, também pediram providências. Izalci Lucas (PSDB-DF) lamentou a necessidade de intervenção federal.


Izalci Lucas (PSDB-DF): “A intervenção é muito ruim para o Distrito Federal. Demonstra incapacidade do governador de governar nossa capital. Se por um lado faltou articulação política, por outro presenciamos excesso de arrogância e prepotência.”


Tasso Jereissati (PSDB-CE): “Manifesto meu inteiro apoio ao presidente Lula e a todas as medidas que sejam tomadas em defesa da democracia e da vontade soberana da população brasileira. Estamos presenciando um triste espetáculo promovido por uma minoria raivosa, criminosamente manipulada. Conclamo a todas as forças da sociedade brasileira a se unirem em defesa da democracia e a imediata responsabilização de quem atenta contra esses valores.”


Alessandro Vieira (PSDB-SE): “É urgente a responsabilização do governador do Distrito Federal e dos comandantes do policiamento que falharam gravemente, para dizer o mínimo, na proteção do Congresso Nacional. Ausência total de organização, trabalho de inteligência e compromisso com a democracia.”


Alvaro Dias (Podemos-PR): “A gigantesca maioria do povo repudia com vigor o vandalismo, o terrorismo e a baderna patrocinadas por quem não aceita o resultado das urnas. Esse radicalismo criminoso afronta a soberania popular e a democracia, e responsáveis por essa barbárie precisam ser exemplarmente punidos.”


Oriovisto Guimarães (Podemos-PR): “Como líder do Podemos, repudio, em nome do partido, a violência e a baderna dos atos golpistas nas sedes dos três poderes em Brasília. O patrimônio público pertence a todos os brasileiros e não pode ser desrespeitado e dilapidado, em hipótese alguma, pelos que não concordam com o resultado das urnas.”


Fernando Collor (PTB-AL): “A manifestação política, seja qual for, deve ser pacífica e à luz da Constituição. Resultados eleitorais divergentes do esperado não podem alimentar atos antidemocráticos e de ruptura institucional.”


Daniella Ribeiro (PSD-PB): “Invadir o Congresso Nacional não é manifestação política. O dia de hoje é um retrocesso para a nossa democracia. Repudio veementemente esses atos e espero que o rigor da lei atue sobre os envolvidos.”


Soraya Thronicke (União-MS): “Minha assessoria já entrou em campo para escrever o pedido de abertura de CPI dos Atos Antidemocráticos. A democracia aceita tudo, menos que acabem com ela.”


Flavio Arns (Podemos-PR): “Repudio, com a máxima energia, os atos de vandalismo que acontecem neste momento nos prédios do Congresso Nacional, e imediações. O Brasil assiste estarrecido a um severo ataque contra nossa democracia, que não pode passar impune.”


Angelo Coronel (PSD-BA): “Todo meu repúdio aos atos de violência e depredação hoje em Brasília. Os três poderes precisam se unir para tomar todas as providências.”


Lucas Barreto (PSD-AP): “A violência é inadmissível e nenhum ato de afronta aos poderes e instituições e de ataque à democracia pode ser tolerado. Diferenças ideológicas não podem justificar a agressividade e o vandalismo que estamos vendo.”


José Serra (PSDB-SP): “Repudio com veemência os atos terroristas que ocorrem em Brasília com a invasão e a depredação das sedes dos poderes da República. Uma clara afronta à democracia e ao estado de Direito. O rigor da lei aos participantes, financiadores dos atos e a qualquer possível leniência dos agentes públicos.”


Jorge Kajuru (Podemos-GO): “A democracia é inegociável! A invasão dos três poderes, em Brasília, é uma agressão ao Estado de Direito! Participantes e mandantes dos atos de vandalismo têm de ser punidos, exemplarmente! Golpe de Estado é inadmissível! Como senador eleito pelo voto direto, não posso aceitar tamanho desrespeito ao resultado de uma eleição!”


Nelsinho Trad (PSD-MS): “Repudio os ataques feitos, hoje, aos Três Poderes. Isso não é democracia. Independente de posicionamento político, são inadmissíveis as cenas a que assistimos em Brasília. Atos que extrapolam a razoabilidade.”


Mara Gabrilli (PSDB-SP): “É inaceitável! Repudio veementemente os atos de vandalismo que tem como palco a sede dos Três Poderes. Nossa democracia é forte e prevalecerá.”


Giordano (MDB-SP): “Neste domingo, terroristas invadiram o edifício do Congresso Nacional, STF e Palácio do Planalto. O nosso país construiu uma democracia sólida e forte ao longo dos anos com diálogo e respeito. Nenhuma forma de violência vale a pena.”


Chico Rodrigues (União-RR): “É inadmissível a invasão aos três poderes da República. O que vimos hoje foi um crime grave contra a democracia.”
Luiz do Carmo (PSC-GO): “Defendo e sempre defendi a democracia. A democracia plena não será alcançada cometendo invasões.


Sou terminantemente contra os atos de vandalismo em Brasília. Espero que volte à normalidade.”


Rodrigo Cunha (União-AL): “Apesar de o STF ter permitido que um investigado por corrupção com várias provas cabais de ter roubado R$ 54 milhões do povo alagoano, assumisse o Governo de Alagoas, jamais serei favorável a atos violentos como estes que estamos assistindo em Brasília no dia de hoje. A violência jamais será a resposta. Preservar a democracia e suas instituições sempre deve ser a nossa luta maior.”


Senadores que se definem como de oposição e que pertencem a partidos que se opõem ao governo federal também lamentaram a violência e afirmaram que ela é prejudicial ao debate democrático.


Marcos do Val (Podemos-ES): “Como parlamentar da direita, que repudio veemente estes atos violentos, de vandalismo e de terrorismo contra os três poderes. A direita só perde com essas ações irresponsáveis e inconsequentes. Perde a direita, perde o povo, perde o Brasil.”


Carlos Portinho (PL-RJ): “Nenhuma violência é tolerável. Nenhuma manifestação violenta é democrática. Mas assim às vezes a sociedade se manifesta. Infelizmente. E não somente no nosso país. É preciso gestos que apaziguem. Governo e Judiciário. Violência e intimidação nos tornam menos democráticos.”


Ciro Nogueira (PP-PI): “Peço a todos equilíbrio e sensatez. A democracia se fortalece no contraditório e no respeito às diferenças.”


Eduardo Girão (Podemos-CE): “Um erro não justifica o outro! A insatisfação de brasileiros com TSE-STF sobre abusos à nossa Constituição, mais [o] início calamitoso do governo Lula, é legítima, via manifestações ordeiras e pacíficas. Nunca violentas! Senado, ainda omisso, tem o dever de agir para voltarmos a ter democracia. Paz & Bem.”


Romário (PL-RJ): “O desrespeito às instituições, materializado com essa invasão ao Congresso, ao Planalto e ao Supremo, representa um grave ataque à democracia, que não pode ser tolerado. Meu repúdio aos atos, que os responsáveis e envolvidos sejam identificados e punidos.”


Carlos Viana (PL-MG): “Sempre defendi manifestações pacíficas. Não importa o lado ideológico. Assisto hoje com muita tristeza as cenas em Brasília. A Bíblia ensina que o mais importante é como as coisas terminam. Não como começam. Os entulhos vão encobrir o que foi feito de importante pelo Brasil.”


(*) Com informações da Agência Senado