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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, puxou o cordão e recebeu apoio de colegas parlamentares na decisão de adiar, por uma semana, a votação da reforma previdenciária. Alcolumbre que, nessa segunda-feira (23), havia comunicado, pelas redes sociais, que a PEC teria a votação adiada desta terça para amanhã, decidiu, nesta terça-feira (24), radicalizar e disse que a votação será transferida para a próxima semana.

A iniciativa tem diferentes leituras: descontentamento dos senadores com a ameaça de vetos no projeto de lei sobre as eleições de 2020, demora na liberação dos recursos das emendas parlamentares impositivas e, também, a ação de busca e apreensão no gabinete do senador Fernando Bezerra, líder do Governo no Congresso Nacional. Os senadores reagiram e deixaram escrito: o protagonismo, nessa agenda, é do Senado. Ou é, também, do Senado.

Se, no primeiro momento, a medida surpreendeu integrantes do primeiro escalão do Governo Bolsonaro, principalmente, das áreas política e econômica que contam o tempo para as novas regras entrarem em vigência, a surpresa, nesta quarta-feira, ficou entre os próprios colegas Davi Alcolumbre.

O senador Tasso Jereissati, do PSDB, que é relator da PEC da reforma previdenciária, se confessou surpreso, seguindo o discurso da presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Simone Tebet (MDB), que estava pronta para apreciação do relatório.

Com a decisão da Davi Alcolumbre, a reforma previdenciária terá um atraso, em sua tramitação, no Senado, de, pelo menos, 10 dias. O atraso se transforma em efeito cascata porque, na Câmara Federal, o debate sobre a PEC paralela, que depende do Senado, se estenderá ainda mais, gerando frustração ao Governo Federal que trabalha para as novas regras para concessão de aposentadorias e pensões entrar em vigência ainda neste ano.

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