O Senado Federal realiza nesta quarta-feira (7) a segunda das cinco sessões de discussão previstas para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1. A oposição também deve se reunir para definir a estratégia de atuação contra uma das principais bandeiras defendidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno das eleições.
A sessão está prevista para começar às 16h, no plenário do Senado. A PEC é o único item da pauta. A expectativa do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), é concluir as cinco sessões de discussão na próxima semana e, na sequência, levar a proposta à votação.
Parlamentares da oposição ainda não chegaram a um acordo sobre como atuar para evitar que a aprovação da PEC seja capitalizada politicamente pelo presidente Lula. O tema será discutido em duas reuniões coordenadas pelo PL nesta quarta-feira. A primeira ocorre durante um almoço, enquanto a segunda está marcada para as 15h, com a participação de senadores eleitos e do candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL).
Lula defende a aprovação da proposta que prevê o fim do modelo de seis dias consecutivos de trabalho para um dia de descanso. Já Flávio Bolsonaro apoia outra proposta, que prevê uma jornada de trabalho mais flexível.
Nas redes sociais, Lula afirmou que pretende fazer com que a redução da jornada de trabalho “saia do papel” e declarou que Flávio Bolsonaro é contrário à medida. Em outra declaração à imprensa, o presidente classificou a votação da PEC como um “primeiro teste” para que o PL mostre “o que quer deste país”.
Segundo Lula, a mudança na jornada atende a uma demanda da sociedade e pode contribuir para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e de suas famílias.
“É um desejo muito grande da sociedade brasileira. É preciso dar civilidade ao mundo do trabalho e, sobretudo, à jornada de trabalho para criar condições de a família poder viver mais tranquila”, afirmou.