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Os fortalezenses estão presenciando uma sexta-feira atípica, que há anos não viam. Acostumados a chuvas pontuais e passageiras, a cidade acordou com uma paisagem carregada de nuvens e muita chuva. O trânsito está lento e a pouca iluminação obriga motoristas a manterem as luzes acesas dando uma sensação de noite.

O cenário foi anunciado desde ontem pela Funceme e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que emitiu alerta para todo o Estado: o dia seria de muita chuva acompanhada de descargas elétricas, rajadas de vento e acumulados de precipitações pontuais.

Segundo o Inpe, 124 municípios do Ceará estão dentro do alerta, inclusive Fortaleza. Conforme o instituto há risco considerável para ocorrência de fenômeno meteorológico adverso dentro das próximas 120 horas no estado.
A Defesa Civil, após o boletim, orientou que em situações de alto risco de desastres, deve ser acionado do Plano de Contingência Municipal para a verificação in loco das áreas potencialmente atingidas, a solicitação de apoio dos órgãos locais correlatos, a preparação de abrigos temporários e das rotas de fuga e de outras medidas previstas e necessárias.

Monitoramento da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), como já amplamente divulgado, registrou que o mês de fevereiro teve o maior volume de chuvas desde 2011 – quando choveu 169,6 milímetros no estado – e quase o triplo que o registrado no mesmo período do ano passado, quando 53,2 milímetros foram observados. Além disso, desde 2012 o estado não ultrapassava a média histórica prevista para o mês.
No Ceará, a média histórica de chuvas para fevereiro é de 118,6 milímetros, mas em 2017 o volume observado foi de 158,7 milímetros, cerca de 33,8% superior ao observado para o mês na série histórica