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A dor e a tristeza nos abatem quando somos surpreendidos pelas notícias trágicas. É, assim, nesse momento, o meu sentimento com a precoce partida do Betão, o Roberto dos Santos, da cidade de Redenção, terra que conheci e por onde passei ao longo de uma década em atividades profissionais. Betão fazia de tudo um pouco, mas tinha uma paixão que misturava aventura, coragem, profissionalismo, compromisso e seriedade quando aceitava os desafios para transportar cargas, subir e descer as serras nas Regiões do Vale do Acarape, Grande Fortaleza e Maciço do Baturité. Era, antes de tudo, prestativo e agia em linha reta e direta: o sim ou não era dado como resposta sem meio termo. A missão recebida, era missão cumprida. Foi, assim, que conheci e convivi com o Betão a partir das primeiras conversas no final dos anos 90 ou, na virada do século, e até o ano passado.

O transporte de equipamentos para o alto da Serra das Microondas, em Redenção. abriu a relação comercial e de amizade que durou por quase 20 anos. Em 2017, 2018 e 2019, Betão, por mim convidado, subiu e desceu serras na Grande Fortaleza para, em diferentes vezes, com zelo e dedicação, transportar equipamentos de rádio.

O Betão era o cara que não te deixava na mão. Uma das nossas últimas conversas foi em meados do segundo semestre de 2019. O telefone do Betão estava sempre na agenda do celular. Como está na minha memória, com reflexão sobre a vida, sobre o passado, o presente e o futuro, que a Deus pertence, a imagem de um Betão solidário, trabalhador, cativante, pai orgulhoso, bom marido. Com o Betão, fosse na boleia ou no lastro do caminhão, que, no folclore de Redenção até em poste subia, fiz algumas viagens, subindo e descendo a Serra das Microondas ou à Serra da Taquara, em Maracanaú.

O medo era companheiro, mas o pé firme, a mão segura, a confiança em seu mais fiel companheiro – o caminhão com muitas décadas de estrada, nos deixava seguro ao lado de um Betão que, ao sentir o meu semblante de apreensão, apenas abria o largo sorriso para dizer, em seu silêncio, sem uma só palavra, mas com o seu olhar segura firme, tenha medo, não.

A tragédia que encurtou a saga do Betão foi, justamente, em uma estrada que ele conhecia muito bem, como relatou, nesta quinta-feira, no Jornal Alerta Geral, o repórter Sátiro Sales. Betão partiu ao final da tarde de terça-feira quando o seu companheiro inseparável desceu e tombou na estrada do Manoel Dias, em Redenção. Ao longo da quarta-feira, Betão recebeu homenagens durante o velório no Ginásio Poliesportivo José Neves de Castro, e, na Igreja Matriz, a última benção e as despedidas de amigos e familiares.

A você, Betão, a mais calorosa acolhida da mão divina. Aos seus familiares, a dona Sandra, os nossos sentimentos de pesar, solidariedade e fé para continuar nessa passagem pela terra. Betão, nessa longa viagem, você parte e deixa boas lembranças e muita saudade.

Confira na íntegra participação do correspondente Sátiro Salles:

 

Confira vídeos e imagens:

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