O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, enfrenta protestos de servidores da saúde que rejeitam a proposta de reajuste salarial escalonado: a administração municipal propôs um reajuste de 4,83%, dividido em duas parcelas – uma, com vigência imediata, e a outra, no final do segundo semestre.
O repórter Sátiro Sales destaca, no Jornal Alerta Geral, que os servidores disseram não, alegam que a correção não cobre demandas e cobram da Prefeitura melhoria no vale-alimentação e mudanças nos planos de cargos e carreiras.
Os servidores do IJF decidiram, como sinal de insatisfação, parar as atividades diariamente, com 30 minutos de suspensão de atividades por cada turno. O prefeito Evandro Leitão (PT) se antecipa para dizer que é preciso ter responsabilidade na concessão de reajuste salarial por conta da lei, mas garante que o diálogo está aberto.
Os protestos no IJF passam, também, por cobranças para reposição de insumos, como, por exemplo, medicamentos. Sobre essa questão, Evandro culpa a gestão do então prefeito José Sarto que negligenciou a compra de remédios antes do período de recesso da indústria farmacêutica que acontece, geralmente, nos meses de dezembro e janeiro.
Lideranças do movimento sindical da área da saúde se preparam para protestar e cobrar mais atenção com a saúde de Fortaleza durante a solenidade de inauguração do Hospital Universitário do Ceará (HUC), marcada para quarta-feira, Dia de São José, com a presença do presidente Lula.
