Setor financeiro brasileiro concentra mais de 90% dos ataques hackers

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O desvio de R$ 43 milhões de uma conta do Banco de Brasília (BRB), registrado neste mês, expôs os riscos crescentes de ataques cibernéticos contra o sistema financeiro. O caso envolveu recursos de depósitos judiciais do Tribunal de Justiça da Bahia e chama atenção para a frequência com que instituições financeiras brasileiras são alvo de criminosos digitais.

Dados de empresas especializadas em segurança cibernética indicam que o Brasil concentra mais de 90% dos ataques registrados contra o setor financeiro na América Latina. A expansão dos serviços bancários digitais e o alto volume de transações realizadas diariamente aumentam a exposição das instituições a tentativas de fraude e invasões.

O crescimento do internet banking, dos aplicativos financeiros e dos sistemas de pagamento instantâneo, como o Pix, também ampliou a chamada superfície de ataque. À medida que novas tecnologias são incorporadas ao cotidiano, criminosos desenvolvem estratégias para explorar possíveis vulnerabilidades.

Outro fator apontado por especialistas é a atuação de grupos brasileiros especializados em crimes digitais. Segundo análises do setor, essas organizações desenvolveram e disseminaram malwares bancários capazes de capturar credenciais e auxiliar no desvio de recursos.

Os criminosos também recorrem à engenharia social para induzir vítimas a fornecer informações ou permitir acesso às suas contas. Entre as estratégias estão o phishing, com mensagens e e-mails falsos; a criação de páginas que imitam sites de instituições financeiras; e a distribuição de aplicativos maliciosos.

Para os usuários, o avanço dessas ameaças reforça a necessidade de atenção ao realizar operações financeiras pela internet. Golpes envolvendo Pix, clonagem de cartões e roubo de dados pessoais exigem cuidado redobrado, principalmente diante de links recebidos por mensagens, redes sociais ou aplicativos de comunicação.