A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível provocada pela bactéria Treponema pallidum. A transmissão ocorre, principalmente, pelo contato direto com lesões infectadas durante relações sexuais. O contato entre os tecidos facilita a entrada da bactéria no organismo e dá início à primeira fase da doença. A chamada sífilis primária costuma se manifestar no local de entrada da bactéria, com uma pequena ferida que, apesar de poder chamar atenção, geralmente não provoca dor. Essa característica faz com que a infecção passe despercebida em muitos casos. .
O diagnóstico pode ser realizado por diferentes métodos, sendo o teste rápido e o exame de sangue VDRL dois dos principais recursos utilizados. Um grande desafio está nos casos em que a doença permanece sem manifestações aparentes. Na chamada fase latente, a pessoa pode passar meses ou até anos sem saber que está infectada.
Sífilis primária: a infecção pode começar com uma pequena ferida ou úlcera no local de entrada da bactéria. A lesão costuma ter fundo limpo e não provocar dor, o que pode fazer com que seja confundida com um machucado.
Sífilis secundária: em uma fase posterior, podem surgir lesões na pele, inclusive nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Outros sinais podem aparecer nessa etapa, indicando a progressão da infecção.
Fase latente: após essas manifestações, a doença pode entrar em um período sem sinais visíveis e permanecer assim por semanas, meses ou até anos. Mesmo nesse estágio, a infecção exige acompanhamento e tratamento.
Como a sífilis é transmitida?
Contato sexual: a principal forma de transmissão ocorre pelo contato direto com lesões infectadas durante relações sexuais, mesmo quando a pessoa não sabe que está infectada.
Da gestante para o bebê: a bactéria também pode ser transmitida durante a gestação, podendo causar a chamada sífilis congênita. Por isso, o acompanhamento pré-natal e a testagem são fundamentais.
Prevenção
O uso de preservativos reduz o risco de transmissão, mas não elimina completamente a possibilidade de infecção, já que a bactéria pode estar presente em regiões que não são cobertas pelo preservativo.
Atenção: Ter um único parceiro ou não apresentar sintomas não significa que a pessoa esteja protegida contra a sífilis. A testagem continua sendo uma importante ferramenta de prevenção.
Diagnóstico
Teste rápido: disponível nas unidades básicas de saúde, o teste rápido identifica anticorpos contra a bactéria. Por isso, pessoas que já tiveram sífilis podem continuar apresentando resultado positivo, mesmo após o tratamento.
VDRL: o exame de sangue VDRL apresenta o resultado em títulos, ou seja, em números que ajudam o profissional de saúde a interpretar a situação do paciente. Para chegar ao diagnóstico, o resultado do exame é analisado junto ao histórico de exposição e à presença ou não de sinais e sintomas. Dessa forma, a avaliação médica é importante para diferenciar uma infecção atual de um contato anterior com a bactéria.
Quando fazer o teste
Pessoas sexualmente ativas devem manter a testagem periódica. Para quem possui maior exposição sexual, o especialista recomenda exames a cada seis meses; para quem possui menor exposição, uma vez ao ano pode ser suficiente.
Tratamento
A sífilis pode ser tratada com penicilina benzatina, conhecida popularmente como Benzetacil. A quantidade de doses depende do estágio da infecção e do tempo provável em que a pessoa está infectada. Se seguido o tratamento, pode ter cura definitiva.
Por que agir rápido?
O diagnóstico permite iniciar o tratamento e evitar que a infecção continue sendo transmitida. A identificação também é importante porque, sem tratamento, a sífilis pode evoluir e comprometer diferentes órgãos.