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Uma pesquisa promovida pelo Conselho Nacional da Juventude, em parceria com várias entidades da sociedade civil, revela um dado preocupante na área da educação do País: o levantamento, realizado  entre os dias 15 e 31 de maio, ouviu, por meio de questionário on-line,  33.688 estudantes e revelou que sete em cada dez jovens relataram piora no estado emocional durante a pandemia, 28% pensam em não voltar à escola quando acabar o distanciamento social e metade cogita desistir do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). 

A pesquisa, denominada ‘Juventudes e a pandemia do coronavírus”, revela  aspectos preocupantes: os dados do levantamento  mostram que o medo da infecção, o desemprego, a dificuldade de adaptação ao ensino virtual e até o aumento da depressão tornaram-se marcas comuns entre jovens de 15 a 29 anos.  

A pesquisa apresenta, também, pontos  considerados positivos: entre esses pontos,  de acordo com a pesquisa, está a valorização da ciência e da saúde – 96% consideram importante descobrir uma vacina para o combate à Covid-19, e 85% querem ter acesso a testes que confirmem imunidade ao vírus.

Os jovens que responderam ao questionário manifestaram expectativas de que as restrições estabelecidas em tempos de distanciamento social sirvam como aprendizado de que é possível investir em trabalho remoto, o que poderia gerar novos empregos para quem mora afastado dos grandes centros urbanos.

EVASÃO, UMA PREOCUPAÇÃO

A gerente de Pesquisa e Avaliação da Fundação Roberto Marinho, Rosalina Soares, destaca, em declaração ao Jornal O Globo, que, à época do levantamento, 40% dos jovens entrevistados ou de suas famílias já haviam solicitado auxílio financeiro para o governo. 

‘’A Base Nacional Comum Curricular estabelece que o conhecimento dialogue com a vida. Os jovens estão pedindo um conteúdo que os ajude a lidar com a pandemia, porque estão emocionalmente cansados’’, destaca Rosalina, ao considerar que a evasão escolar é uma ameaça real, porque um dos aspectos que faz o jovem abandonar os estudos é quando ele perde o vínculo com o educador e a turma, e isso está ocorrendo durante a quarentena.

PESQUISA E PARCERIA

A pesquisa foi promovida pelo Conselho Nacional da Juventude (Conjuve), em parceria com a rede Em Movimento, Fundação Roberto Marinho, Mapa Educação, Porvir, Rede Conhecimento Social, Unesco e Visão Mundial.

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