Cid, Camilo e Eunício, um destino desenhado sobre três palanques

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A campanha eleitoral deste ano será a mais curta desde 1989, mas, na agenda dos candidatos, a caminhada é longa,  puxada e pode ser marcada por surpresas. Os partidos, coligações e candidatos terão, a partir da próxima quinta-feira, o início oficial da campanha, embora os pretendentes ao Senado, à Assembleia Legislativa, à Câmara Federal e aos cargos de Presidente da República e de Governador   já estejam desde junho nas redes sociais e nas articulações com lideranças políticas municipais para montar os palanques.

A disputa ao Senado Federal tende a ser mais acirrada do que a corrida ao Governo do Estado. As duas vagas de senador  tem, pelo menos, 12 postulantes. A briga ficará ainda mais aquecida pela segunda vaga: o presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (MDB), é o alvo dos candidatos da oposição, principalmente, Mayra Pinheiro (PSDB) e Luis Eduardo Girão (PROS).

Mayra e Girão trabalham com o cenário de renovação   e vêem chances de ultrapassar o emedebista a partir da propaganda no rádio e na televisão, com uma intensa presença nas redes sociais e com os debates a serem realizados pelos veículos de comunicação e universidades. Os dois querem, ainda, capitalizar a popularidade do Capitão Wagner que, em 2016, chegou ao segundo turno da disputa pela Prefeitura de Fortaleza, e a boa imagem do senador Tasso Jereissati.

Eunício aposta na estrutura partidária, no apoio de quase 150 prefeitos, na prestação de  contas dos recursos viabilizados para o Ceará e na vinculação com o ex-presidente Lula e o Governador Camilo Santana para atrair o voto dos eleitores. Tem, porém, pela frente, a rejeição entre membros do PDT e do PT. Eunício sofrerá bombardeio das correntes abrigadas no PT e no PDT e terá uma pesada frente articulada pelo PROS e PSDB.

O grupo petista aliado da presidente nacional da sigla, senadora Gleisi Hoffmann, não se conforma com a exclusão do senador José Pimentel da aliança montada pelo Governador Camilo Santana. Eunício procura neutralizar a ira dos petistas com frases e declarações de afeto e apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Candidato à reeleição  Camilo Santana, que tem como principal adversário o General Theophilo (PSDB),   trabalha  para eleger dois senadores aliados: o ex-governador Cid Gomes (PDT) e o atual presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira. Camilo reúne apoio de 24 partidos, participou das conversas para definição das coligações que abrirão o espaço da propaganda no rádio e na televisão para Cid e Eunício, mas sabe que a plena harmonia ainda não está selada na aliança governista.

Há conflitos entre lideranças do PT, PDT e MDB. O destino desenhando pode ser único, mas são três palanques e muitas histórias e estórias na eternidade de uma campanha eleitoral com menos de dois meses de duração.

SENADO FEDERAL

Anna Karina (PSOL)

Alexandre Barroso (PCO)

Cid Gomes (PDT)

Eunício Oliveira (MDB)

Geraldo Magela (PSTU)

Jamierson Rodrigues (PSOL)

João  Saraiva (REDE)

Luiz Eduardo Girão (PROS)

Márcio Pinheiro (PSL)

Mayra Pinheiro (PSDB)

Pedro Ribeiro (PSL)

Robert Burns (PTC)

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