Corrida pela Presidência da Assembleia é novo desafio para Camilo Santana

O governador Camilo Santana (PT), que dedicou a primeira semana do segundo mandato à crise na área de segurança pública, já tem outra agenda que o exige fôlego, articulação e habilidade: a disputa pela Presidência da Assembleia Legislativa. 

A pouco mais de 20 dias para a posse dos novos deputados e escolha do comando do Legislativo Estadual, a base parlamentar do Palácio da Abolição está dividida. Ou melhor, rachada. Não há consenso.

Dois nomes dividem a preferência do Chefe do Executivo Estadual – Tin Gomes e Evandro Leitão, ambos do PDT. Um terceiro nome – Sarto Nogueira (PDT), tem o apoio do ex-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes, e do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT). 

O presidente Zezinho Albuquerque, convencido a desistir da reeleição, anda inconformado e fala a alguns interlocutores que não entregou os pontos. ‘’Ele está estrebuchando com razão. Ele não foi convidado a sair, mas sim sacado do jogo, o que tem gerado alguns desconfortos e reações internas’’, confessa um assíduo pedetista dos bastidores políticos.

O  quadro atual é de concorrência interna e as aparências de uma suposta unidade estão – nesse momento, longe da realidade desejada pelo Governador Camilo Santana. 

O meio do campo ficou ainda mais embolado quando o deputado estadual Zezinho Albuquerque (PDT)  manifestou contrariadade ao receber a missão de Camilo Santana para comandar a Secretaria de Cidades do Estado ao invés de concorrer ao quarto mandato consecutivo como presidente do Legislativo.

Camilo, que, nesta segunda-feira, intensifica as conversas e reuniões para receber boas notícias da segurança pública, cairá em campo, com mais intensidade, nos próximos dias, para sentir a temperatura do ambiente político na Assembleia Legislativa. 

A quem acompanha a cena dos bastidores políticos, mais um componente para análise: é mera coincidência a ausência do prefeito Roberto Cláudio e do seu vice Moroni Torgan no momento em que a cidade ficou em chamas com os ataques criminosos? Resposta bem objetiva: não! Moroni comanda as ações de segurança na Capital, mas, simplesmente, sumiu. 

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