Em 90% dos municípios do Ceará, o dinheiro do Fundeb não paga os funcionários, afirma Nilson Diniz

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“Hoje, quase todos os municípios têm um déficit somente para pagar funcionário público. Então, como esperar que possa melhorar, não só o transporte, mas as outras ações ligadas as atividades-meio da educação, quando você tem o Fundeb comprometido totalmente com os funcionários públicos?”, questiona Nilson Diniz, atual vice-presidente da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece) e nome de consenso para dirigir a entidade nos próximos dois anos, em entrevista, nesta segunda-feira (21), ao Jornal Alerta Geral (Rádio FM 104.3 – Expresso Grande Fortaleza + 26 emissoras no Interior).

Quando questionado sobre os reflexos da maior onda de violência já registrada no Estado do Ceará na área da educação, Nilson afirma que a Aprece está fazendo um levantamento para identificar quantos foram queimados.

“Houveram casos emblemáticos como Baretama e Morada Nova que trouxeram muitos transtornos para o município”, afirma o prefeito de Cedro.

Segundo o vice-presidente da instituição, a Aprece está articulando iniciativas com entidades governamentais para contemplar esses municípios mais afetados pelos ataques.

Hoje, de acordo com Diniz, o dinheiro do Fundeb está comprometido com o pagamento dos professores e demais funcionários da área da educação e é um passivo a mais para se tirar dinheiro de outras áreas para repor:

“Ao longo desse tempo, nós temos nesses municípios pequenos, uma diminuição do número de matrículas e, consequentemente, acontece a diminuição ou estagnação dos valores do Fundeb. E houve muitos avanços em relação a reposição salarial dos professores, como conquistas também: hoje um professor de 20 horas passa apenas 13 em sala de aula. Consequentemente, um terço de liberação dos professores para preparar melhor a sua aula, fez com que os municípios tivesse um gasto maior com a educação“, afirma Diniz.

Você pode conferir a entrevista na íntegra no player abaixo.

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