Gleisi discute com governadores do PT nome de vice de Lula nesta quarta

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, começar a discutir nesta quarta-feira, 23, em reunião com governadores do partido, o provável nome para compor a chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O PT considera necessário que Lula, preso desde 7 de abril, tenha um vice que possa rodar o País falando em nome do petista. A proposta seria uma forma de sepultar as especulações de que chefes dos Executivos estaduais defendem uma adesão à candidatura de Ciro Gomes (PDT).

Lula cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão na sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. O ex-presidente foi condenado em segunda instância, no caso do tríplex do Guarujá, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o que, de acordo com a Lei da Ficha Limpa, o impede de ser candidato.

Gleisi convocou a reunião depois que o governador do Ceará, Camilo Santana, declarou publicamente que o melhor caminho seria apoiar Ciro na eleição de outubro. O partido tem cinco governadores (Acre, Bahia, Ceará, Minas Gerais e Piauí), mas nem todos devem participar do encontro de hoje. Caso a proposta seja aceita, caberia a Lula escolher o seu vice. Os cotados para o posto são o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o ex-ministro Celso Amorim. “Os governadores tem interesse nesse debate”, afirma o governador do Acre, Tião Viana.

Neste momento, a escolha do vice não estaria atrelada necessariamente à substituição de Lula na urna. Favorito neste momento para substituir Lula na cabeça de chapa se a Justiça Eleitoral confirmar a impugnação do petista, Haddad já está rondando o País. Na sexta-feira, esteve no Acre. Nesta semana irá ao Recife, onde se encontrará com governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), e à Paraíba, para falar com Ricardo Coutinho (PSB). Também está prevista uma visita ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

O objetivo oficial das conversas é buscar programas implantados nesses estados que possam ser replicados a nível nacional. Mas Haddad, que é coordenador do programa de governo de Lula, também tem sido um dos encarregados pelo ex-presidente para manter o diálogo com políticos de partidos que possam se tornar aliados. O PT ainda tenta viabilizar uma aliança com o PSB.

No próximo domingo, o partido deverá fazer atos em todas as cidades do País onde possui representação para reafirmar a candidatura de Lula. O plano é apresentar o registro no dia 15 de agosto e permitir que ele apareça como candidato no horário eleitoral, mesmo que continue preso. A expectativa é que a Justiça Eleitoral demore pelo menos um mês para decidir a impugnação.

Com informações do Jornal O Globo

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