Mais de 37 mil cearenses perderam o emprego nos primeiros cinco meses do ano; foram mais de 9 mil só em maio

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A crise causada pela pandemia de coronavírus trouxe danos para diversos setores, principalmente da economia. O Ceará terminou os cinco primeiros meses do ano com um saldo negativo de mais de 37 mil empregos formais fechados em 2020.

Segundo o Cadastro Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgado pelo Ministério da Economia, o Estado registrou, nos cinco primeiros meses do ano, 133.015 contratações e 170.404 demissões.

Com o resultado, o Ceará foi teve o terceiro pior desempenho do Nordeste no ano. O Estado ficou atrás apenas de Pernambuco, onde mais de 63 mil vagas foram fechadas; e Bahia que teve mais de 56 mil demissões.

No mês de maio, o resultado do Ceará é ainda pior na comparação com estados nordestinos. Se consideramos apenas o quinto mês do ano, o Estado apresentou o segundo pior desempenho, fechando 9.476 vagas e ficando atrás apenas da Bahia, que fechou mais de 17 mil vagas.

Em todo Brasil

O emprego formal registrou, em maio, o terceiro mês seguido de desempenho negativo. Segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, 331.901 postos de trabalho com carteira assinada foram fechados no último mês. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

Apesar do encolhimento do emprego formal, houve melhora em relação a abril, quando haviam sido fechados 860.503 postos. A retração de empregos totaliza 1.144.118 de janeiro a maio.

Setores

Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados fecharam empregos formais em maio. A estatística foi liderada pelos serviços, com a extinção de 143.479 postos, seguido pela indústria (de transformação, de extração e de outros tipos), com 96.912 postos a menos. Em terceiro lugar, vem o comércio com o fechamento de 88.739 postos de trabalho.

O nível de emprego diminuiu na construção civil com o fechamento de 18.758 postos. Somente o grupo que abrange agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura criou empregos com carteira assinada no mês passado, com a contratação de 15.993 pessoas.

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