Preço da laranja pode variar até 745%, segundo nova pesquisa do Procon nos supermercados

Em fevereiro, o preço da laranja pode variar até 745,76%. É o que aponta a nova pesquisa do Departamento Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon Fortaleza), nos supermercados da Capital. O levantamento, divulgado nesta sexta-feira (14), indica ainda que outros dez alimentos também apresentaram variações de preços acima de 100%. O Procon acompanha, mensalmente, a evolução de preços de 60 produtos e alimentos mais procurados pelos consumidores. A pesquisa, que foi realizada nos dias 10 e 11 de fevereiro, releva ainda que a soma de todos os produtos chega a R$ 455,60, o que representa 10,88% a mais, frente aos preços de janeiro, quando a soma de todos os itens ficou em R$ 410,89.

A orientação do Procon é pesquisar. O quilograma da laranja pode ser encontrado de R$ 0,59 a R$ 4,99, uma diferença que chega a 745,76%. O mamão também apresenta alta variação, indo de R$ 0,98 a R$ 3,49 (256,12%). O Procon ressalta que os preços podem sofrer alteração, de acordo com dias de promoções e ofertas.

Confira outras variações e preços de todos os produtos:

A pesquisa também está disponível no aplicativo “Proconomizar”, nas plataformas android e iOS, bem como no portal da Prefeitura de Fortaleza, no campo defesa do consumidor.

Maiores variações

Produto Menor preço Maior preço Variação
Laranja R$ 0,59 R$ 4,99 745,76%
Mamão R$ 0,98 R$ 3,49 256,12%
Abacaxi R$ 1,69 R$ 5,99 254,43%
Cebola R$ 1,49 R$ 3,99 167,78%
Pimentão R$ 2,99 R$ 7,99 167,22%

De acordo com o novo levantamento, a Regional V apresenta a soma da média total dos preços mais elevada.

Preços por Regional

Regional Preço médio total
Regional V R$ 497,54
Regional II R$ 455,55
Regional III R$ 452,84
Regional I R$ 448,26
Regional Centro R$ 446,65
Regional IV R$ 420,30
Regional VI R$ 384,19

A diretora do Procon Fortaleza, Cláudia Santos, reforça que havendo divergência de preços entre o valor anunciado com o registrado no caixa de pagamento, o consumidor tem o direito de pagar sempre o menor valor.

“O consumidor é a parte mais vulnerável na relação de consumo e, portanto, qualquer falha na prestação do serviço ou na compra de um produto deve privilegiar e compensar o consumidor”.

Cláudia orienta que o consumidor opte por dias de ofertas, o que pode causar uma grande economia.

“Sabemos que as redes de supermercados realizam promoções de frutas, legumes e carnes em determinados dias da semana”. Outra dica, segundo a Diretora, é verificar o espaço de produtos próximos ao vencimento, pois sempre há preços mais atrativos. Mas ela alerta que produtos em promoção possuem as mesmas garantias previstas pelo Código de Defesa do Consumidor.

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