Toxicologia Forense da Pefoce dispõe de tecnologia de ponta para identificação de drogas apreendidas no Ceará

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O Núcleo de Toxicologia Forense (Nutof) da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), laboratório da Coordenadoria de Análises Laboratoriais Forenses (Calf), é responsável por fazer exames e análises em materiais apreendidos em forma de drogas, medicamentos, venenos e insumos relacionados. O material chega a Pefoce por meio de apreensões realizadas pelas Polícias Civil e Militar do Ceará. O Nutof realiza perícias em drogas brutas e amostras biológicas de todo o Estado. Os laudos científicos produzidos pelos peritos fomentam as investigações de diversos crimes: tráfico de drogas, homicídios, mortes por overdoses de drogas ou medicamentos, entre outras em que substâncias lícitas e ilícitas estejam relacionadas.

O trabalho técnico-científico realizado para a identificação das drogas segue protocolos de procedimentos internacional. A forma como as perícias em drogas devem ser conduzidas pelos órgãos de investigação científica é regulamentada pelo órgão internacional Scientific Working Group for the Analysis of Seized Drugs (SWGDroug), a entidade é vinculada a Organização das Nações Unidas (ONU), que também lançou, em 1987, o Dia Internacional de Combate às Drogas, celebrado mundialmente no dia 26 de junho.

De acordo com o farmacêutico e perito legista do Nutof, Fabrício Saldanha, O SWG Droug é um importante órgão que orienta as técnicas analíticas e as divide em três categorias: A, B e C. Sendo a categoria “A” atrelada ao uso de equipamentos específicos para análises detalhadas e confirmatórias. Neste patamar, a Pefoce conta com três equipamentos de ponta que são utilizados para identificação de drogas, além de realizar técnicas intermediárias, categoria “B”, e testes de triagem que figuram na categoria “C”.

Procedimentos

Conforme o perito, as técnicas e equipamentos são fundamentais, desde a triagem até o procedimento final que resulta no laudo. “Quando o Nutof recebe uma amostra de uma substância análoga a cocaína, um “pó branco” para ser periciada, essa substância chega desconhecida até passar por todos os processos A, B e C. Essa amostra é testada com com um reagente químico líquido e, se mudar a coloração, temos uma ‘suspeita’ de que se trate de cocaína, então ela é submetida aos procedimentos níveis ‘B’ e ‘A’ até a confirmação técnica e científica que confirmam que se trata de cocaína”, explica.

Para a realização das análises mais detalhadas e confirmatórias, os peritos do Nutof contam com aparato tecnológico de equipamentos que realizam o processamento das amostras e produzem gráficos dos componentes das substâncias. Os equipamentos realizam análises ópticas, eletroanalíticas e cromatográficas. Deste modo é possível separar os componentes presentes em uma mistura, inclusive, outros aditivos que podem estar misturados às substâncias periciadas. Estes equipamentos são: o Cromatógrafo Gasoso Acoplado à Espectromia de Massas (CG-MS), Raman Portátil e um Espectrômetro de Infravermelho (FTIR Thermo Scientific).

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