Vereadores criticam uso político do movimento em defesa de remuneração salarial dos policiais

A corrida pré-eleitoral pela Prefeitura de Fortaleza é um dos indutores da mobilização deflagrada por lideranças de entidades que representam os policiais militares na discussão sobre reajuste salarial da corporação. Para alguns vereadores, o movimento, a exemplo do alerta feito pelos deputados estaduais Osmar Baquit e Evandro Leitão, ambos do PDT, tem sido usado para fins políticos.

A interpretação nas palavras dos vereadores é que, no contexto da discussão sobre reajuste salarial dos policiais, está a estratégia para criação de fatos políticos que possam beneficiar a pré-candidatura do deputado federal Capitão Wagner (PROS) à Prefeitura de Fortaleza. Wagner estava em Brasília, mas, a cada momento, era informado sobre as manifestações realizadas nesta quinta-feira.

Para o vereador Gardel Rolim (PDT), entre os anos de 2014 e 2019, os investimentos do Governo do Estado com pessoal teve um aumento de 86%. Na área da segurança pública, o parlamentar ressaltou o salário pago aos soldados, sendo a maior média do Nordeste, R$ 4.968,64, superando a média da região de R$ 4.050,00.

Nós precisamos ter clareza. Acho que existe um esforço para mobilizar a corporação da rua para fazer uma greve, para que alguns tenham um proveito eleitoral. É preciso ter luz nesse debate, precisamos saber verdadeiramente o objetivo para uma greve na Policia Militar, observou Gardel, para quem a população não pode ser punida com esse tipo de ameaça.

Segundo o parlamentar, já que existe diálogo, essa situação é imprudente e gera pânico na população. Integrante da bancada do PDT, o vereador Adail Júnior (PDT) foi mais inciso ao dizer que, por traz do movimento dos policiais, há interesses do grupo liderado pelo deputado federal Capitão Wagner, com foco na próxima eleição municipal.

Não tem interesse na greve? Sabemos que para o líder de vocês (oposição) o sucesso é a greve dos policiais, acusou.

Adail destacou a atuação do governador Camilo Santana e dos órgãos que integram a Segurança Pública do Estado, que, em seu entender, conseguiram resultados significativos para área.

Sabemos que o policial militar tem que ganhar bem, mas não devemos seguir com as fakes news, colocando a população em risco, cobrou.

O líder do Governo, Esio Feitosa (PDT), relembrou os prejuízos da última greve da categoria, em 2011, que foi liderada por Capitão Wagner.

Me preocupa este tipo de declaração (sobre greve), pois percebo que o deputado (Wagner) está usando uma cortina para encobrir da população os verdadeiros interesses. Todos nós lembramos o que ocorreu no Estado do Ceará na ocasião da greve da polícia. Comércio sendo saqueado e a criminalidade aproveitando a situação. Quem perdeu foi o povo de Fortaleza.

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