Suor excessivo pode ser sinal de hiperidrose, alerta especialista

Suar é uma resposta natural do organismo. Mas quando o suor aparece de forma intensa e sem motivo aparente — mesmo em repouso, em ambientes frios ou durante situações simples do cotidiano — pode ser sinal de hiperidrose.

Comum, mas ainda pouco discutida, a condição vai muito além do desconforto físico. O excesso de suor pode afetar a autoestima, a vida social e até situações profissionais, fazendo com que tarefas corriqueiras se tornem motivo de insegurança.

“A hiperidrose não é uma doença grave, mas tem um impacto significativo na qualidade de vida. Muitos pacientes convivem com constrangimento diário, insegurança e limitações nas relações pessoais e profissionais”, explica o Dr. Ernesto Alarcon, cirurgião geral e especialista em videolaparoscopia.

A condição pode surgir na infância, adolescência ou até na vida adulta e é mais frequentemente relatada por mulheres — não necessariamente por ser mais comum nelas, mas porque costumam procurar ajuda médica com maior frequência.

Dois tipos de hiperidrose, um mesmo desafio. A hiperidrose pode se manifestar de duas formas principais:

Hiperidrose primária

É a forma mais comum. Geralmente começa cedo e não apresenta uma causa clínica identificável. Costuma atingir áreas específicas, como mãos, pés, axilas e rosto, e pode estar relacionada a fatores genéticos e emocionais.

Hiperidrose secundária

Surge como consequência de outras condições de saúde, como diabetes, hipertireoidismo, obesidade e menopausa, ou ainda como efeito colateral de medicamentos. Nesse caso, o suor tende a ser mais generalizado.

Quando o suor deixa de ser normal?

Alguns sinais podem indicar que o excesso de suor merece avaliação médica:

  • Suor visivelmente excessivo nas mãos, pés, axilas ou rosto;
  • Roupas constantemente molhadas;
  • Dificuldade para escrever ou segurar objetos;
  • Constrangimento em situações sociais;
  • Irritações, micoses ou infecções na pele.

“Quem sofre com sudorese excessiva sabe que o incômodo vai muito além do físico. É um problema que interfere diretamente na autoestima e na rotina diária”, alerta o Dr. Alarcon.

Hiperidrose tem tratamento

A boa notícia é que a hiperidrose tem tratamento, e as opções são definidas conforme a intensidade e as características de cada caso. Entre as possibilidades estão:

  • – Antitranspirantes específicos, à base de cloreto de alumínio;
  • Medicamentos orais, que reduzem a produção de suor;
  • Toxina botulínica (Botox), com resultados eficazes e temporários;
  • Iontoforese, especialmente indicada para mãos e pés;
  • Procedimentos cirúrgicos, como a simpatectomia, reservados para casos mais severos

“O mais importante é entender que nem todo suor é normal. Procurar avaliação médica é o primeiro passo para recuperar conforto, confiança e qualidade de vida”, reforça o especialista