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A troca de agressões verbais ou a existência de denúncias entre parlamentares que os envolvam em desvio de conduta ética nunca deixou, em tão pouco tempo, a Assembleia Legislativa tão exposta aos holofotes e questionamentos internos sobre a conduta que cada um dos seus 46 deputados precisa adotar para evitar constrangimentos e desavenças pessoais.

A essência de uma Casa Legislativa está na diversidade de opiniões, de diferenças ideológicas e pensamentos políticos conflitantes. O embate de ideais engrandece o Parlamento e fortalece a relação entre os deputados e os seus eleitores. Afinal, é, na divergência, que se busca o consenso para construção de iniciativas que sejam benéficas ao interesse coletivo.

Quando as ideias diferentes se transformam em agressões pessoais, em troca de acusações com um linguajar impróprio a quem tem a obrigação de expor grandeza diante da expressão de um mandato conquistado nas urnas, perde o Parlamento, perde o parlamentar, perde a sociedade.

As divergências em qualquer ambiente político são normais e devem ser incorporadas como exercício de democracia e exemplo de convivência harmoniosa. O respeito ao pensamento contrário é sinal de maturidade, o que, pelo jeito, faltou ou falta entre alguns deputados estaduais.

Consciente de desdobramentos negativos no convívio entre parlamentares com danos à imagem do Poder, o presidente da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, deputado José Sarto (PDT), interveio, ao sentir o clima pesado e as emoções afloradas, para pedir moderação nas palavras e dizer que o Plenário não é palco de ofensas pessoais, nem de troca de tapas. Tem razão o presidente Sarto.

A punição imposta ao deputado estadual André Fernandes (Republicanos), com a suspensão do mandato por quebra de decoro parlamentar – ele foi julgado e condenado por ter acusado o colega Nezinho Farias (PDT) de envolvimento com facções criminosas, deixa a lição sobre os excessos verbais que precisam ser contidos e, ao mesmo tempo, abre a janela para medidas semelhantes serem adotadas contra outros parlamentares que, também, se envolveram em condutas que depõem com a postura ética e correta de quem é detentor de um mandato. E, nessa relação, estão os deputados Leonardo Araújo (MDB), Osmar Baquit (PDT) e, por último, Bruno Gonçalves (PL).

A grave denúncia feita por Leonardo Araújo ao acusar a deputada Patrícia Aguiar (PSD) de organizar uma fábrica de fake news, citando que, no gabinete da parlamentar, são, pelo menos, quatro servidores indiciados em inquérito pelas notícias falsas, é tão grave quanto à acusação verbal que levou o deputado André Fernandes a ser suspenso do mandato por 30 dias.

Leonardo e Osmar estão, também, na mira do Conselho de Ética pelas pesadas expressões usadas em brigas no Plenário 13 de Maio. O deputado Bruno Gonçalves, que aparece com a voz em uma conversa sobre esquema de apoio político com citações de valores e origem de dinheiro para candidatos ou suplentes de vereador em Fortaleza, é alvo de uma representação do PROS por quebra de decoro parlamentar. Pelo jeito, a Assembleia Legislativa terá, em breve, outros casos de suspensão de mandatos por condutas incompatíveis com o decoro que o mandato parlamentar exige.

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