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Açudes em situação de risco começam a ser recuperados no Ceará

Um relatório divulgado pela Agência Nacional de Águas (ANA) apontou que oito açudes do Ceará estão em situação de alto risco.  Com o período de chuvas registrado nos cinco primeiros meses deste anos,  os reservatórios apresentaram problemas estruturais, correndo o risco de romperem e atingirem milhares de pessoas que precisaram evacuar suas casas. Segundo a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) os trabalhos não foram realizados no semestre passado devido à alta incidências das chuvas.

As obras nos reservatórios que apresentam problemas foram reiniciadas neste segundo semestre. Atualmente, está em curso o processo de recuperação nas barragens Cupim, Barra Velha e Colina, na bacia hidrográfica dos Sertões de Crateús; Brôco e Monte Belo, na bacia do Alto Jaguaribe; Cipoada, na bacia do Banabuiú; além dos açudes Tijuquinha e Pacajus, da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). O investimento total está orçado em R$ 3,5 milhões.

A previsão é de que as obras sejam concluídas até fevereiro de 2020. Até lá, Rebouças atesta que os açudes onde foi detectada a necessidade dos serviços, estarão em condições adequadas para atravessar a próxima quadra chuvosa.

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Chuvas no Ceará são insuficientes para abastecimento dos reservatórios

As chuvas que têm caído sobre o estado do Ceará nos últimos meses suprimiram parcialmente a preocupação dos agricultores que tanto anseiam pelas precipitações, no entanto, o aporte não tem sido suficiente para preencher os reservatórios cearenses e abastecer plenamente todas as comunidades locais

De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), neste ano choveu 12,6% a mais que a média história do período chuvoso, registrando 676,3 milímetros na quadra chuvosa mais recente, números que colocar o ano de 2019 como o terceiro com maior índice pluviométrico, atrás apenas de 2008 e 2009.

Apesar disso, o Castanhão, maior e mais importante reservatório do estado soma apenas 5,5% de sua capacidade. Dos 155 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), seis estão secos, 18 em volume morto e outros 72 com menos de 30% de sua capacidade total. Em melhor situação, 42 reservatórios estão com volume acima de 90%. Dos quais 24 estão sangrando.

Em 11 cidades do estado, devido ao nível abaixo da média dos açudes, a situação é crítica, são elas: Monsenhor Tabosa, Quixeramobim, Caririaçu, Mombaça, Parambu, Salitre, Piquet Carneiro, Tamboril, Irauçuba, Pereiro e Pacoti, todos em situação “vermelha” no mapa-situação da Secretaria Estadual dos Recursos Hídricos (SRH), o que indica risco de colapso do manancial principal até julho deste ano ou abastecimento insatisfatório.

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Quadra chuvosa termina com 18 açudes em volume morto e 29 sangrando

No fim da quadra chuvosa de 2019, que compreende os meses de fevereiro, março, abril e maio, o Ceará registra 18 de seus reservatórios com volume morto. O dado é da resenha diária divulgada pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). No entanto, o panorama é melhor do que no fim do mesmo período de 2018, quando o número foi 39% maior, com 25 reservatórios nesta situação. Nesta sexta-feira, 31, último dia da quadra, existem 42 açudes com volume acima de 90% e 29 sangrando.

O aporte registrado neste ano foi de 2,74 bilhões de metros cúbicos (m³), o maior desde 2011. Antes da quadra chuvosa, pelo menos 28 açudes estavam com volume morto no Estado. Outros 16 eram considerados secos. Apenas três reservatórios tinham 90% da capacidade preenchida: Cocó, Germinal e Jenipapo. No início de fevereiro, somente 10% da capacidade dos 155 reservatórios do Ceará estava preenchida. Atualmente, o volume adquirido chega a completar 21,47% da capacidade. Em 2018, a quadra acabou com 17% do volume total dos açudes.

Com as chuvas registradas nesta quadra, muitas das bacias hidrográficas monitoradas já receberam quantidade de precipitações maior do que o esperado para o ano inteiro. A bacia Coreaú, que tem 10 açudes, recebeu 1.393,6 milímetros em 2019. O acumulado é maior 34,9% do que a média anual. Também localizada na parte do estado que mais registrou chuvas, a bacia Litoral teve mais de 1.125 mm. No entanto, quatro bacias não atingiram a média histórica de chuvas, incluindo a do Médio Jaguaribe, onde é localizado o Castanhão, maior reservatório do Estado.

Dados consolidados sobre as consequências da quadra chuvosa e perspectivas para o restante do ano no Ceará serão divulgados na próxima semana, dia 5 de junho. Das 7 horas de quinta-feira até o mesmo horário desta sexta-feira, 31, choveu em pelo menos 65 municípios. A maior precipitação foi no Crato, com 40 mm. A previsão da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) para esta sexta-feira é de nebulosidade variável com possibilidade de chuvas no litoral.

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Ceará

Quadra chuvosa: açudes do Ceará têm 21,2% da capacidade preenchida

A capacidade hídrica do Ceará já atingiu 21,2% do volume total durante a quadra chuvosa de 2019, que termina oficialmente no próximo dia 31. Em comparação com o fim da quadra do ano passado, a recarga dos reservatórios é quatro pontos percentuais maior. Em 2018, o Estado acumulou 17% da capacidade dos açudes preenchida.

Essa é a maior capacidade registrada desde 2015. No entanto, os dados consolidados sobre a situação atual do abastecimento do Ceará ainda não foram gerados. O balanço dos meses chuvosos, de fevereiro, março, abril e maio, será divulgado apenas no começo de junho pela Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH).

O Castanhão, maior reservatório do Estado, chega a estes últimos dias de quadra chuvosa com menos de 6% da capacidade preenchida. Mesmo com o aporte recebido no mês de abril, que fez com que o volume saísse dos 3,5%, o Castanhão ainda não superou o registrado há um ano. Já o açude Araras está com 64,76% da capacidade preenchida. Ele é o quarto maior reservatório do Estado, faz parte da bacia do Acaraú e recebeu o maior aporte do ano, segundo dados da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh).

O aporte registrado durante esta quadra chuvosa  já é o maior desde 2011, pelo menos 33 açudes sangraram neste ano e, atualmente, 42 reservatórios estão com volume acima de 90%. No entanto, dos 155 açudes monitorados pela Cogerh, 72 estão com volume abaixo de 30%.

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Sobe para 21 o número de açudes que sangraram em 2019 no Ceará

O açude Caldeirões, em Saboeiro, na Região do Jaguaribe, sangrou neste domingo (24). Com isso, o Ceará chega ao 21º açude cearense monitorado pela Companhia da Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) a atingir 100% do volume.  

Segundo a Cogerh, 95 dos reservatórios estão com capacidade inferior a 30%. 

Açudes que sangraram:

  1. Caldeirões, em Saboeiro (volume de 1,13 milhões m³)
  2. Angicos, em Coreaú (volume de 56,05 milhões m³) 
  3. São Vicente, em Santana do Acaraú (volume de 9,84 milhões m³) 
  4. Quandú, em Itapipoca (volume de 3,37 milhões m³) 
  5. S. Pedro Timbaúba, em Miraíma (volume de 15,768 milhões m³) 
  6. Gavião, em Pacatuba (volume de 33,3 milhões m³) 
  7. Itapebussu, em Maranguape (volume de 12,43 milhões m³) 
  8. Acaraú Mirim, em Massapê (volume de 36,71 milhões de m³); 
  9. Jenipapo, em Meruoca (volume de 3,5 milhões de m³); 
  10. São José I, em Boa Viagem (volume de 7,67 milhões de m³); 
  11. Diamantino II, em Marco (volume de 18,04 milhões de m³); 
  12. Itaúna, em Granja (volume de 72,58 milhões de m³); 
  13. Gangorra, em Granja (volume de 54,4 milhões de m³) 
  14. Tucunduba, em Senador Sá (volume de 41,43 milhões de m³); 
  15. Gameleira, em Itapipoca (volume de 52,64 milhões de m³); 
  16. Batente, em Ocara (volume de 37 milhões de m³); 
  17. Cauipe, em Caucaia (volume de 12 milhões de m³); 
  18. Cocó, em Fortaleza (volume de 5,1 milhões de m³); 
  19. Germinal, em Palmácia (volume de 2,107 milhões de m³); 
  20. Maranguapinho, em Maranguape (volume de 9,35 milhões de m³); 
  21. Tijuquinha, em Baturité (volume de 421.067 m³).