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País registra criação de 48,4 mil vagas de trabalho formal

A criação de empregos com carteira assinada teve saldo positivo em junho, com a criação de 48.436 vagas. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Ministério da Economia.

Segundo a Agência Brasil, o indicador mede a diferença entre contratações e demissões. O saldo positivo em junho foi resultado de 1.248.106 admissões contra 1.199.670 desligamentos ocorridos no período.

O resultado de junho foi o melhor para o período desde 2013, quando, no mesmo mês, foram geradas 123.836 vagas. Em junho de 2018 foram registradas mais demissões do que contratações, gerando saldo negativo de 661 vagas.

No primeiro semestre deste ano, foram criados mais 408.500 postos de trabalho ( 8.221.237 admissões e 7.812.737 desligamentos), o maior saldo para o período desde 2014 quando foram criadas 588.671 vagas. No mesmo período do ano passado, o saldo foi de 392.461 vagas.

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Depois de quatro anos em queda, carteira assinada volta a crescer

Depois de 16 trimestres (quatro anos) seguidos de queda, o emprego no setor privado com carteira de trabalho assinada voltou a crescer. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (Pnad-C), o indicador cresceu 1,5% no trimestre encerrado em abril deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram gerados 480 mil postos de trabalho formais no período, totalizando 33,1 milhões de trabalhadores nessa situação.

Azeredo explica que a alta foi puxada pelos setores de educação e saúde, de trabalhadores de baixo nível educacional da mineração, da construção, do transporte e dos profissionais liberais.

Apesar da alta dos empregos com carteira de trabalho assinada, houve também uma alta nos empregos informais, isto é, aqueles sem carteira. A alta foi 3,4%, ou seja, 368 mil pessoas a mais do que no trimestre encerrado em abril do ano passado. No total, 11,2 milhões de pessoas estavam nessa situação no trimestre encerrado em abril deste ano.

Apesar das altas na comparação com abril do ano passado, os dois tipos de trabalho (formal e informal) mostraram estabilidade em relação ao trimestre encerrado em janeiro deste ano.

O rendimento médio real habitual do trabalhador ficou em R$ 2.295, ficou estável tanto em relação ao trimestre encerrado em janeiro deste ano quanto na comparação com abril do ano passado. A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 206,8 bilhões, estável em relação a janeiro, mas 2,8% superior a abril do ano passado.

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Brasil tem melhor registro de geração de empregos em seis anos, no Ceará foram 2,1 mil novos empregos

O Brasil registrou a criação de 129.601 vagas formais de emprego em abril. Este é o melhor resultado para mês desde 2013, quando foram abertos 196.913 postos. O Ceará tem o terceiro mês seguido com geração de emprego, ao todo o estado criou 2.153 empregos com carteira assinada. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério da Economia,

De acordo com o levantamento, se comparado com abril de 2018, o estado registrou uma queda de 30,5% na quantidades de vagas de emprego criadas. Apesar da redução de um ano para o outro, na passagem de março para abril o saldo cresceu 0,19%. No acumulado do primeiro quadrimestre, o Ceará perdeu 5.624 vagas.

Em abril deste ano, a construção civil foi o segmento que mais perdeu postos de trabalho formais em abril: com a admissão de 3.012 colaboradores e a demissão de outros 3.522. No sentido contrário, o setor de serviços fechou o mês com saldo positivo que alcançou, tendo contratado 13.922 e demitido 12.121 trabalhadores.

Entre os municípios com os melhores resultados, Fortaleza ficou com o primeiro lugar, com saldo de 1.207 postos. Em seguida, aparecem Caucaia, Barbalha, Sobral e Eusébio.

 

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‘Aquela reforma tinha o objetivo de precarizar as relações de emprego’, aponta Ronaldo Solano Feitosa

Neste 1° de maio comemora-se o Dia do Trabalho em todo país. Feriado nacional, a data é uma das mais populares do Brasil e possui uma carga histórica importante no que se refere a luta pelos direitos trabalhistas. Nessa perspectiva, há cerca de um ano e meio foi aprovado aqui no Brasil a reforma trabalhista que ocasionou profundas mudanças na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), modificando as relações entre empregado e empregador.

Diante disso, no Jornal Alerta Geral (Expresso FM 104.3 na Capital + 26 emissoras no Interior) desta quarta-feira (01), tivemos uma entrevista com o Juiz do trabalho Ronaldo Solano Feitosa, discutindo os resultados dessa reforma. Segundo ele, a expectativa que o governo tinha de gerar cerca de 6 milhões com a reforma não se concretizou na realidade e isso já havia sido alertado:

A maneira como aquela reforma foi feita ela não poderia gerar nenhum emprego, na verdade ela tinha objetivo apenas e tão somente de precarizar as relações de emprego e criar dificuldades para o próprio trabalho de ajuizar novas reclamações.

Sobre essas dificuldades que o trabalhador tem enfrentado no acesso á Justiça de Trabalho para protocolar ações trabalhistas, o Juiz aponta que as alterações na CLT provocaram uma diminuição na busca por novas reclamações. Para ele somente o Supremo Tribunal Federal pode alterar essa situação:

Nós temos a expectativa de que o supremo, em breve, venha declarar inconstitucional, sobretudo, esses dispositivos que dificultam o acesso do trabalhador à justiça do trabalho.

Dentre as principais mudanças que a Reforma Trabalhista trouxe para o dia a dia do trabalhador estão a alteração na jornada diária, antes limitada a 8 horas, que passou a se estender por até 12 horas de trabalho e as férias que antes eram de 30 dias e poderiam ser fracionadas em até dois períodos, com a Reforma agora podem ser fracionadas em até três períodos, contato que cada um seja de pelo menos de 15 dias.

Você pode conferir a entrevista na íntegra com o Juiz Ronaldo Solano clicando no vídeo logo abaixo.