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Alerta Geral: médico Henrique César critica declaração de prefeito de Pacajus sobre profissionais de saúde

Profissional de saúde que trabalha nos postos de saúde durante o dia não consegue dar plantão à noite.

Foi o que disse o prefeito de Pacajus, Bruno Figueiredo e que gerou insatisfação e o comentário do médico ortopedista e professor universitário Dr. Henrique César no Jornal Alerta Geral (Expresso FM 104.3 na Capital + 26 emissoras no Interior), nesta terça-feira (30), confira:

O médico ortopedista ainda acrescenta que é devido a esse desconhecimento por parte dos gestores que se encontra, segundo ele, um caos nos consórcios municipais; a desassistência à população; falta de medicamentos básicos em postos de saúde e instalações hospitalares pífias por todo o Estado.

O Dr. Henrique César, com 20 anos de experiência na área da saúde trabalhando mais de 60 horas por semana, ainda afirma nunca ter visto uma afirmação vinda de um gestor público tão desconectada com a realidade.

É uma verdadeira apunhalada nos meus amigos e e amigas técnicas de enfermagem, enfermeiros, médicos e todos os profissionais de saúde que, para conseguirem tirar o seu sustento simples, trabalham um bocado.

O médico e comentarista do Jornal Alerta Geral afirma que o volume excessivo de trabalho não é uma exceção no ofício do profissional de saúde, mas a regra e que a declaração é um exemplo do grave desconhecimento por trás de alguns gestores municipais do que acontece efetivamente na área da saúde.

Um gestor não pode tomar como régua a sua incapacidade de dedicação ao labor para falar dos seus colaboradores.
Disse Henrique César.

 

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Henrique César sobre Fila Zero: “muito dinheiro gasto com pouca capacidade de solução”

“Fila Zero foi um fiasco. Muito dinheiro gasto com pouca capacidade de solução”, afirma médico ortopedista Henrique César

Traumas e lesões mais graves no período do carnaval são uma preocupação sempre recorrente nesse período do ano. As filas ortopédicas – onde o paciente em estado mais grave passa, em média, quatro anos – acaba ficando maior e mais lenta, dificultando o atendimento e superlotando o Instituto Dr. José Frota (IJF), em Fortaleza, hospital que recebe o maior número dos casos.

Nesta quarta-feira (27), nos estúdios do Jornal Alerta Geral, o médico ortopedista Henrique César questionou a eficiência do Programa Plantão Saúde Cirurgia, lançado, pelo governo do estado, em 2018, para credenciar empresas e entidades sem fins lucrativos para realizar cirurgias eletivas, visando reduzir a lista de espera desses pacientes. Para Henrique, a assistência ortopédica no Ceará é muito lenta e o Programa não foi suficiente para suprir a demanda.

A incapacidade de resolver problemas de médio porte fez com que o “Fila Zero (como o Programa fico conhecido) fosse um fiasco. Muito dinheiro gasto com pouca capacidade de solução“. Para o ortopedista Henrique, as organizações não estão preparadas para atender a demanda. Falta capacidade de reação que é, em muitos casos, suprida por outras iniciativas, como do Hospital Universitário Walter Cantídio, da Universidade Federal do Ceará (UFC), sem, ainda, o resultado necessário.

Interior do estado

Questionado pelo jornalista Luzenor de Oliveira sobre alta demanda que chega do Interior do estado, o médico ressaltou que nos traumas de médio e alta complexidade, o atendimento no IJF acaba sendo a primeira alternativa. “Existe uma demanda que vem do interior que é preocupante“, afirma Henrique César.

Fila integrada

O jornalista Beto Almeida, também nos estúdios do Jornal Alerta Geral, relembrou a proposição do procurador da República, Oscar Costa Filho, que tentou criar um sistema integrado para solucionar o problema das grandes filas de espera. “É um bom trabalho, entretanto, você não consegue organizar por conta da capacidade de solução“, rebateu o médico ortopedista Henrique César.