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Após votar a favor da reforma, Tábata Amaral cria desconforto no PDT e Ciro Gomes pede punição

A votação da reforma da Previdência colocou em cheque o compromisso de muitos deputados com a linha ideológica dos partidos. A temática entrou em pauta no Jornal Alerta Geral desta sexta-feira (12), devido a situação conflitante gerada no PDT, onde 8 dos 27 parlamentares votarem a favor da reforma, contrariando a determinação do partido.

Embora tenham decidido “fechar questão” contra a proposta, algumas agremiações tiveram integrantes votando de maneira discordante. As principais divisões ocorreram no PSB e PDT, o primeiro teve 11 dos 32 deputados votando a favor da reforma e indo de encontro à orientação da sigla. No caso do PDT, um dos 8 parlamentares que votaram pela aprovação da proposta foi a jovem deputada Tábata Amaral.

Dentro do Bate-Papo Político do Jornal Alerta Geral (Expresso FM 104.3 + 26 emissoras no interior + Redes Sociais) o jornalista Luzenor de Oliveira comentou o assunto: “Há uma necessidade também de cumprimento das diretrizes internas dessas agremiações, daí a necessidade de fortalecimento dos partidos. Porque quando você se filia a uma agremiação partidária e rasga num primeiro momento o estatuto do partido, qual o papel que esse partido cumprem na democracia?”

O Partido Democrático Trabalhista esboçou intenção de expulsar Tábata Amaral e os demais deputados que votaram contra a decisão do partido, mas abrandou a situação e deve apenas encaminhar advertência. O ex-candidato a Presidência Ciro Gomes mostrou-se decepcionado com Tábata e recomendou sua saída da sigla“É certo que em minha opinião ela cometeu um erro indesculpável, mas vale lembrar que a deputada tem 25 anos e ainda é uma idade em que as pessoas podem errar, embora no caso, um erro desse contra a melhor tradição do Trabalhismo brasileiro e contra o povo mais pobre, é um erro que não pode passar impune”, afirmou Ciro.

Em sua defesa, Tábata publicou um vídeo em suas redes sociais afirmando ter votado por convicção: “Meu voto pela reforma da Previdência é um voto de consciência, não é um voto vendido, não é um voto por dinheiro de emendas, é um voto que segue as minhas convicções e tudo que estudei até aqui, ao tomar essa decisão eu olho para o futuro do país e não para o próximo processo eleitoral”

Os cinco deputados cearenses do Partido Democrático Trabalhista votaram contra a reforma e de acordo com a diretriz da agremiação, foram eles: Idilvan Alencar, Mauro Filho, Robério Monteiro, André Figueiredo, Leônidas Cristino, Eduardo Bismarck. Mais informações sobre o assunto você confere na sonora de Carlos Silva FM 98.5 clicando no player abaixo:

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Política

Em entrevista ao Provocações, na TV Cultura, Ciro Gomes chama Lula de “enganador profissional”

O ex-governador cearense, Ciro Gomes, fez, em entrevista no programa Provocações, da TV Cultura, críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso desde o dia 7 de abril de 2018. Ao jornalista Marcelo Taz, Ciro chegou a dizer que Lula é “um enganador profissional” e criticou a entrevista concedida por Lula na prisão.

Eu fiquei deprimido porque eu leio diferente da maioria das pessoas. O Lula é um encantador de serpentes, um enganador profissional. Não tem um companheiro que ele não tenha sido desleal ao longo da vida inteira.

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Como políticos cearenses reagiram à prisão de Temer

A prisão do ex-presidente Michel Temer pode atrapalhar a tramitação da reforma da Previdência e gerou opiniões divergentes entre políticos brasileiros, entre eles, figuras do cenário político cearense. Pelas redes sociais, o senador Tasso Jereissati (PSDB) e ex-presidenciável pelo PDT, Ciro Gomes, se posicionaram em relação à prisão na manhã dessa quinta-feira do ex-presidente.

Em entrevista nessa quinta-feira, Tasso foi enfático. Chamou a operação de “espetáculo midiático” e “abuso de autoridade“. O senador ainda afirmou que não é advogado e que não vê nenhuma razão objetiva pra prisão do presidente Temer“. O tucano falou, também, que considera a prisão um “processo de abuso de autoridade” que, segundo ele, “vem acontecendo com alguma frequência.”

Após a repercussão da declaração, o senador foi ao Twitter para rebater “o que foi noticiado”. Segundo ele, a “isenção” de quem fez oposição ao ex-presidente teria o deixado “confortável” para criticar a decretação de prisão preventiva ocorrida ontem. Para o tucano, “o comportamento das instituições diante dos direitos do cidadão e da democracia” passa uma visão negativa.

O ex-candidato Ciro Gomes, em sua conta no Twitter, relembrou uma sabatina ao Correio Braziliense, no dia 6 de junho de 2018, onde chegou a prever a prisão de Michel Temer. Ciro publicou o vídeo e disse, ainda, que “Não é bola de cristal. É conhecer essa gente. Minha participação na sabatina do Correio Braziliense, em junho de 2018“.

Na ocasião, o então candidato pelo PDT, afirmou que Michel Temer (MDB) e Eduardo Cunha (PMDB) batiam “bola um com o outro para roubar a nação“, e que “um já está na cadeia e o outro vai“, referindo-se à Cunha, preso em 2016, e Michel Temer, que estava presidente.

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Ciro declara guerra a reforma e convoca pressão aos deputados federais

A oposição já se articular na arena política para votação da reforma da Previdência e um dos basilares desta liderança está no Ceará. O ex-candidato Ciro Gomes declara guerra à reforma previdenciária e, dessa vez, de forma mais dura. Nas redes sociais, Ciro chama, inclusive, a participação do eleitorado nessa votação.

Pelo Instagram, Ciro Gomes usou termos fortes. Disse que é uma reforma ruim, que o governo está apresentando uma proposta que prejudica os trabalhadores, cheias de falhas. Na postagem, diz que “está na hora de cada um de nós procurar o deputado federal em quem votou e pedir o voto contrário a reforma“.

No Bate Papo Político desta quarta-feira (13), no Jornal Alerta Geral (Rádio FM 104.3 – Expresso Grande Fortaleza + 26 emissoras no Interior) , os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida falaram da “disposição de ir à guerra” demonstrada por Ciro. “Em outras palavras, ele quer uma pressão mais afiada nos deputados federais que votarão“, comenta Beto Almeida.

O jornalista Luzenor de Oliveira ressalta, ainda, que a pressão proposta por Ciro foi a “mesma pressão que funcionou no ano passado“, quando o então presidente Michel Temer encaminhou a proposta ao Congresso Nacional. Além dessa declaração, Ciro destaca que, pelo menos, 200 deputados ainda podem ‘comercializar’ seus votos.

Se a oposição não trabalhar junto, o governo tende a conseguir esses votos.

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Governo Camilo Santana é criticado por deputados de outros estados

O governador Camilo Santana virou, nos últimos dias, alvo de duras críticas políticas de deputados eleitos por outros estados. Joice Hasselmann (PSL), Kim Kataguiri (DEM) e Arthur do Val (DEM) responsabilizaram o Governo cearense, por meio de suas redes sociais, pela crise na segurança pública dos últimos dias.

Ciro Gomes, terceiro colocado nas eleições presidenciais de 2018, publicou, em seu Twitter, uma nota de repúdio aos deputados Kim Kataguiri e Arthur do Val, que gravaram vídeos sobre a onda de violência no Ceará. Ciro alogia, ainda, as ações do governador Camilo Santana e diz que cearenses deixarão as diferenças de lado por conta da atual situação.

O jornalista Beto Almeida, no Bate Papo Político desta quarta-feira, 9, criticou o posicionamento dos dois deputados, o que chamou de “teorias conspiratórias malucas“. Falou, também, das declarações da deputada Joice Hasselmann, que, segundo ele, não condizem com nossa realidade.

Nota de repúdio

Na nota, Ciro utiliza palavras duras para criticar os deputados. “Canalhas! É o que são vocês dois! Respeitem o Ceará, respeitem nosso povo, respeitem nosso sofrimento.” Criticou também as acusações dos dois deputados de que a onda de violência são um suposto “plano político maquiavélico para apimentar nossa (dos cearenses) discordância política com o atual presidente.

Carlos Silva, correspondente do Jornal Alerta Geral, traz os detalhes da nota:


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Ciro diz que percepção do povo é de ‘esperanças renovadas’

O ex-governador do Ceará e candidato nas eleições presidenciais de 2018, Ciro Gomes, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo publicada nesta terça-feira, 1º, afirmou ser “inevitável a percepção de que as esperanças da maioria dos brasileiros se renovaram“.

Sobre a expectativa com o novo Governo, Ciro diz torcer para que as coisas melhorem e acredita que isso possa acontecer, mesmo que “modestamente”. O ex-candidato apontou, ainda, alguns dos graves problemas pelos quais o Brasil passa, como “quase 13 milhões de pessoas desempregadas, 17 milhões de pessoas vivendo de bico na informalidade, 63 milhões de pessoas com nome sujo no SPC“, entre outros problemas citados.

Para Ciro, a resolução desses problemas pelo novo Governo ainda é uma incógnita. O ex-ministro da Fazenda (1994, governo Itamar) e da Integração Nacional (2003-2006, governo Lula) avalia que não há “nenhuma proposta concreta, nenhum diálogo sistemático com a intrincada federação politica do país, e os primeiros escândalos (referência às acusações envolvendo a Família Bolsonaro) já têm o velho tratamento de antanho“.

Foto – Reprodução
Ciro Gomes, em entrevista em seu apartamento em Fortaleza – Jarbas Oliveira – 30/10/18

Frente de Oposição

Durante a campanha eleitoral de 2018, o ex-candidato teceu muitas críticas ao, agora, presidente, Jair Bolsonaro. Em diversos momentos, durante entrevistas e sabatinas, na campanha eleitora, colocou Bolsonaro como incapaz de resolver os problemas do país. Por outro lado, criticou, também, o Partido dos Trabalhadores (PT), mesmo tendo declarado apoio crítico ao candidato do PT, Fernando Haddad, no segundo turno das eleições.

Sobre a perspectiva de liderar a frente de oposição para o novo Governo, Ciro diz que “é preciso evitar o oportunismo rasteiro e demagógico, atrair o governo para o jogo democrático, forçá-lo a atuar dentro da institucionalidade, oferecer alternativas práticas ao equívocos sem negar a complexidade dos problemas.