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‘Aquela reforma tinha o objetivo de precarizar as relações de emprego’, aponta Ronaldo Solano Feitosa

Neste 1° de maio comemora-se o Dia do Trabalho em todo país. Feriado nacional, a data é uma das mais populares do Brasil e possui uma carga histórica importante no que se refere a luta pelos direitos trabalhistas. Nessa perspectiva, há cerca de um ano e meio foi aprovado aqui no Brasil a reforma trabalhista que ocasionou profundas mudanças na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), modificando as relações entre empregado e empregador.

Diante disso, no Jornal Alerta Geral (Expresso FM 104.3 na Capital + 26 emissoras no Interior) desta quarta-feira (01), tivemos uma entrevista com o Juiz do trabalho Ronaldo Solano Feitosa, discutindo os resultados dessa reforma. Segundo ele, a expectativa que o governo tinha de gerar cerca de 6 milhões com a reforma não se concretizou na realidade e isso já havia sido alertado:

A maneira como aquela reforma foi feita ela não poderia gerar nenhum emprego, na verdade ela tinha objetivo apenas e tão somente de precarizar as relações de emprego e criar dificuldades para o próprio trabalho de ajuizar novas reclamações.

Sobre essas dificuldades que o trabalhador tem enfrentado no acesso á Justiça de Trabalho para protocolar ações trabalhistas, o Juiz aponta que as alterações na CLT provocaram uma diminuição na busca por novas reclamações. Para ele somente o Supremo Tribunal Federal pode alterar essa situação:

Nós temos a expectativa de que o supremo, em breve, venha declarar inconstitucional, sobretudo, esses dispositivos que dificultam o acesso do trabalhador à justiça do trabalho.

Dentre as principais mudanças que a Reforma Trabalhista trouxe para o dia a dia do trabalhador estão a alteração na jornada diária, antes limitada a 8 horas, que passou a se estender por até 12 horas de trabalho e as férias que antes eram de 30 dias e poderiam ser fracionadas em até dois períodos, com a Reforma agora podem ser fracionadas em até três períodos, contato que cada um seja de pelo menos de 15 dias.

Você pode conferir a entrevista na íntegra com o Juiz Ronaldo Solano clicando no vídeo logo abaixo.

 

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Pesquisa do IBGE reforça perda de dinamismo e recuperação lenta da economia para 2019

No dia do trabalho, o proletário brasileiro ainda não tem nada para comemorar, apenas lamentar. O economista Carlos Alberto Alencar afirma isso ao Jornal Alerta Geral (Expresso FM 104.3 na Capital + 26 emissoras no Interior) com base na taxa de desemprego no Brasil, que subiu para 12,7% no trimeste encerrado em março, atingindo agora 13 milhões de brasileiros, segundo dados so IBGE.

“Trata-se da maior taxa de desemprego desde o semestre terminado em maio de 2018, quando também ficou em 12,7%, reforçando a leitura de perda de dinamismo e recuperação mais lenta da economia neste começo de ano”.

Afirma o comentarista.

Desemprego e CLT

Beto Almeida relembra que a reforma trabalhista do então presidente Michel Temer que entrou em vigência no mês de novembro de 2017, vinha com a proposta de ‘desengessar’ as relações de trabalho e que iriam criar muitos empregos, no entanto, o jornalista destaca que, desde então, o país passa por um momento onde cada vez menos se oferta vagas de trabalho formal, com carteira assinada, o que corrobora com os dados da Pesquisa do IBGE e da Caged, que registrou que o Ceará é o terceiro estado do Nordeste e o quinto do brasil em redução de empregos formais.

Confira o comentário do economista Carlos Alberto Alencar na íntegra:

Veja o comentário de Beto Almeida na íntegra: