Categorias
Carlos Alberto Alencar

Copom deve voltar a reduzir taxa básica de juros

Membros do Comitê de Política Monetária (Copom) se reuniram nessa semana para definir a nova taxa Selic, taxa básica de juros do país. O assunto foi destaque no Jornal Alerta Geral (Rádio FM 104.3 – Expresso Grande Fortaleza + 26 emissoras no Interior), pelo jornalista, Carlos Alberto Alencar.

O jornalista Carlos Alberto comenta que o Copom deve retomar nesta quarta-feira (31), em uma reunião em Brasília, o processo de corte da taxa básica de juros. A última redução da taxa Selic promovida pelo Banco Central ocorreu em março de 2018, ou seja, há mais de 16 meses.

Confira a análise completa clicando no player abaixo:

Categorias
Sem categoria

BC sinaliza que vai abaixar os juros básicos da economia no mês que vem

Como esperado pelo mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, de forma unânime, manter a taxa básica Selic em 6,5% ao ano. Mas o comunicado divulgado pelo Banco Central (BC) é recheado de sinalizações de que haverá redução dos juros na próxima reunião, que ocorrerá no fim de julho. Analistas afirmam que o corte poderá ser de 0,5 ponto percentual, levando o índice para 6% — o menor da série história.

Desde março de 2018, a taxa já está no menor nível registrado. Apesar disso, a economia parou de responder nos últimos trimestres, abrindo espaço para novas diminuições. A primeira grande sinalização do BC de que a Selic deve ser reduzida na próxima reunião é a ressalva sobre a retomada da economia.

“Indicadores recentes da atividade econômica indicam interrupção do processo de recuperação da economia brasileira nos últimos trimestres. O cenário do Copom contempla retomada desse processo adiante, de maneira gradual”, informou.

A economista Patrícia Pereira, especialista da Mongeral Aegon Investimentos, disse que não esperava uma sinalização tão forte. Para ela, o BC se saiu bem ao passar a mensagem. “Ao tratar sobre a interrupção da recuperação econômica, vimos o comentário bastante assertivo e não deixa margem para dúvida”, afirmou.

Além disso, a autoridade monetária está prevendo uma inflação muito abaixo da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,25% para este ano e de 4% para 2020. As projeções do BC para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficaram em 3,6% e 3,9%, respectivamente. “Esse cenário supõe trajetória de juros que encerra 2019 em 5,75% ao ano e se eleva a 6,50% em 2020”, enfatizou o comunicado.

Afrouxamento

A inflação sofre resistência para subir com a atividade econômica fraca. Os especialistas já aguardavam um choque maior de preços no primeiro semestre, mas o índice caminha para níveis abaixo de 4%, segundo projeções de analistas de mercado. Fora isso, o cenário externo é mais favorável para países emergentes em função da tendência de afrouxamento monetário internacional.

Para a especialista da Mongeral Aegon, o único ponto de risco é a reforma da Previdência.

 

“Embora tenha evoluído em relação à última decisão, já que agora a proposta já passou pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e está na reta final da Comissão Especial, ainda não está consolidado na Câmara. Existe um ambiente de melhora que faz com que o mercado esteja reagindo positivamente, mas o BC foi corretamente cauteloso em esperar uma definição melhor do cenário”, avalia Patrícia.

Cortes

Para chegar aos 5,75% ao ano, o Banco Central poderá passar por três cortes de 0,25 ponto percentual ou por um de 0,5 ponto, seguido de dois de 0,25. O economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luis Otávio de Souza Leal, entende que o ritmo vai depender do que o BC espera em relação à reforma da Previdência. A autoridade monetária poderá esperar a aprovação no primeiro turno ou esperar consolidar o tema na Câmara.

Caso a autoridade monetária espere a tramitação completa, há probabilidade de iniciar um corte mais forte do que 0,25 ponto.

“É uma questão de dimensões. Quanto mais cedo começar a cortar, mais cedo começa o impacto e o tamanho do corte. Esperando a tramitação inteira da reforma, haverá compensação das duas reuniões que não tiveram corte”, explicou.

Na interpretação do BC, “a continuidade do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia”.

 

 

 

 

 

(*)com informação do Correio Braziliense

Categorias
Economia

Mercado financeiro espera por cortes na Selic a partir de setembro

O mercado financeiro espera por manutenção da taxa básica de juros, a Selic, no atual patamar de 6,5% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta terça-feira (18) e quarta-feira (19). Entretanto, a partir de setembro, instituições financeiras esperam pelo início de um ciclo de cortes.

Por essas expectativas, a Selic também será mantida em 6,5% ao ano, em agosto, cai para 6,25% ao ano, em setembro, para 6%, em outubro e para 5,75% ao ano, em dezembro. Segundo a Agência Brasil, essas projeções são da pesquisa Focus, publicada todas as semanas pelo Banco Central (BC) com estimativas para os principais indicadores econômicos.

A Selic é usada pelo BC como principal instrumento para controlar a inflação. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.