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Saiba quais medidas básicas ajudam a evitar doenças respiratórias

MLavar as mãos com água e sabão, não compartilhar objetos de uso pessoal, manter os ambientes ventilados e utilizar lenço descartável para limpar o nariz ou ao tossir. Estas são algumas das medidas básicas para evitar a transmissão de doenças respiratórias como a gripe, que ocorre com maior frequência entre os meses de novembro e abril.

A gripe é uma infecção aguda do sistema respiratório, ocasionada pelo vírus influenza, e tem alto potencial de transmissão. De acordo com a Secretaria da Saúde do Ceará, há três tipos de vírus que circulam no Brasil: A, B e C. Os vírus A e B são responsáveis pelas epidemias sazonais.

De acordo com a coordenadora de Vigilância em Saúde do Ceará (Covig), Daniele Queiroz, as pessoas que estão apresentando os sintomas da doença devem evitar o contato com outras pessoas para evitar a contaminação destas.

Vacinação

O medicamento antiviral fosfato de oseltamivir (Tamiflu) não substitui a vacina contra a gripe. Além das medidas já citadas, como lavar as mãos, proteger o rosto, ficar em casa – se estiver doente, a vacinação é quem protege contra a doença.

Neste ano, a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza será entre os dias 15 de abril e 31 de maio. O dia “D” de mobilização nacional será em 4 de maio. A meta é vacinar no mínimo 90% de cada um dos grupos prioritários (2.531.492 pessoas no Ceará).

Daniele Queiroz destaca quem compõe esses grupos prioritários.

Em 2018, foram notificados 1.674 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave no Ceará. Destes, 449 foram confirmados para influenza, sendo 346 de influenza A H1N1 e 103 de influenza B. O estado registrou 74 óbitos por gripe no ano passado.

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Saiba quais são as 10 principais ameaças para a saúde em 2019

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou esta semana uma lista com as 10 principais ameaças à saúde no mundo em 2019. Entre elas estão os surtos de doenças preveníveis por vacinação, altas taxas de obesidade infantil e sedentarismo, além de impactos à saúde causados pela poluição, pelas mudanças climáticas e pelas crises humanitárias.

Diante da situação, a OMS pretende colocar em prática um novo plano estratégico, com duração de cinco anos, cujas metas são: garantir que 1 bilhão de pessoas a mais se beneficiem do acesso à saúde e da cobertura universal de saúde; estejam protegidas de emergências de saúde; 1 bilhão desfrutem de melhor saúde e bem-estar.

De acordo com a OMS, são as seguintes as questões que vão demandar mais atenção da organização e de seus parceiros neste ano:

Poluição do ar e mudanças climáticas

A estimativa da Organização Mundial da Saúde é que nove em cada 10 pessoas respiram ar poluído todos os dias. Poluentes microscópicos podem penetrar nos sistemas respiratório e circulatório, danificando pulmões, coração e cérebro, o que resulta na morte prematura de 7 milhões de pessoas todos os anos por enfermidades como câncer, acidente vascular cerebral e doenças cardiovasculares e pulmonares.

Doenças crônicas não transmissíveis

Dados da entidade mostram que doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, câncer e doenças cardiovasculares, são responsáveis por mais de 70% de todas as mortes no mundo – o equivalente a 41 milhões de pessoas. Isso inclui 15 milhões de pessoas que morrem prematuramente (entre 30 e 69 anos), sendo que mais de 85% dessas mortes prematuras ocorrem em países de baixa e média renda.

Pandemia de influenza

O mundo enfrentará outra pandemia de influenza – a única coisa que ainda não se sabe é quando chegará e o quão grave será. O alerta é da própria OMS, que diz monitorar constantemente a circulação dos vírus para detectar possíveis cepas pandêmicas.

Cenários de fragilidade e vulnerabilidade

A entidade destacou que mais de 1,6 bilhão de pessoas – 22% da população mundial – vivem em locais com crises prolongadas (uma combinação de fatores como seca, fome, conflitos e deslocamento populacional) e serviços de saúde mais frágeis. Nesses cenários, metade das principais metas de desenvolvimento sustentável, incluindo saúde infantil e materna, permanece não atendida.

Resistência antimicrobiana

A resistência antimicrobiana – capacidade de bactérias, parasitos, vírus e fungos resistirem a medicamentos como antibióticos e antivirais – ameaça, segundo a OMS, mandar a humanidade de volta a uma época em que não conseguia tratar facilmente infecções como pneumonia, tuberculose, gonorreia e salmonelose. “A incapacidade de prevenir infecções pode comprometer seriamente cirurgias e procedimentos como a quimioterapia”, alertou.

Ebola

No ano passado, a República Democrática do Congo passou por dois surtos de ebola, que se espalharam para cidades com mais de 1 milhão de pessoas. Uma das províncias afetadas também está em zona de conflito ativo. Em dezembro, representantes dos setores de saúde pública, saúde animal, transporte e turismo pediram à OMS e seus parceiros que considerem 2019 um “ano de ação sobre a preparação para emergências de saúde“.

Atenção primária

Sistemas de saúde com atenção primária forte são classificados pela entidade como necessários para se alcançar a cobertura universal de saúde. No entanto, muitos países não têm instalações de atenção primária de saúde adequadas. Em outubro de 2018, todos os países-membro se comprometeram a renovar seu compromisso com a atenção primária de saúde, oficializado na declaração de Alma-Ata em 1978.

Vacinação

Segundo a OMS, a relutância ou a recusa para vacinar, apesar da disponibilidade da dose, ameaça reverter o progresso feito no combate a doenças evitáveis por imunização. O sarampo, por exemplo, teve aumento de 30% nos casos em todo o mundo. “[A vacina] é uma das formas mais custo-efetivas para evitar doenças – atualmente, previnem-se cerca de 2 milhões a 3 milhões de mortes por ano“, diz a OMS. Além disso, 1,5 milhão de mortes poderiam ser evitadas se a cobertura global de vacinação tivesse maior alcance.

Dengue

Um grande número de casos de dengue é comumente registrado durante estações chuvosas de países como Bangladesh e Índia. Dados da OMS mostram que, atualmente, os casos vêm aumentando significativamente e que a doença já se espalha para países menos tropicais e mais temperados, como o Nepal. A estimativa é que 40% de todo o mundo esteja em risco de contrair o vírus – cerca de 390 milhões de infecções por ano.

HIV

De acordo com a entidade, apesar dos progressos, a epidemia de Aids continua a se alastrar pelo mundo, com quase 1 milhão de pessoas morrendo por HIV/aids a cada ano. Desde o início, mais de 70 milhões de pessoas adquiriram a infecção e cerca de 35 milhões morreram. Atualmente, cerca de 37 milhões vivem com HIV no mundo. Um grupo cada vez mais afetado são as adolescentes e as mulheres jovens (entre 15 e 24 anos), que representam uma em cada quatro infecções por HIV na África Subsaariana.

As informações são da Agência Brasil.

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Saiba quais as doenças mais pesquisadas no Google pelos brasileiros

Sabe quais foram as doenças mais buscadas online pelos brasileiros em 2018? Levantamento, com informações do Google, mostra que febre amarela, ansiedade, hespes, dor de cabeça, diabetes e depressão foram as mais buscadas, respectivamente.

O levantamento foi realizado pelo portal de notícias G1, e explica quais são esse problemas de saúde e como tratar:

1. Febre amarela

Transmitida pelos mosquitos Haemagogus Sabethes, em sua versão silvestre registrada no Brasil, ela causou 483 mortes entre 2017 e 2018 – foram 1.376 casos. O aumento no número de registros pelo país gerou uma maior procura pela vacina disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Com isso, desde março, o Ministério da Saúde passou a recomendar a imunização em todo o território nacional.

  • Como prevenir?

A melhor forma de evitar a infecção pelo vírus é a vacinação. A dose está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacina precisa ser aplicada uma só vez e vale por toda a vida. Se for viajar para regiões com mata, floresta ou praia, locais onde há maior risco, é importante receber a dose com 10 dias de antecedência.

No Brasil, a doença está em sua versão silvestre. A versão urbana, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, não é confirmada desde 1942. Mesmo assim, é importante se proteger nas grandes cidades.

  • Como tratar?

O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. Os sintomas iniciais da febre amarela incluem o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza.

O Ministério da Saúde informa que o tratamento é apenas sintomático, “com cuidadosa assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para reduzir as complicações e o risco de óbito”.

2. Ansiedade

Segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) publicado em fevereiro de 2017, o Brasil é recordista mundial em prevalência de transtornos de ansiedade: 9,3% da população sofre com o problema. Ao todo, são 18,6 milhões de pessoas.

É importante lembrar, no entanto, que existe uma diferença entre a ansiedade natural — que vem antes de uma prova, por exemplo — e o chamado transtorno de ansiedade.

Em entrevista à BBC, a doutoranda e pesquisadora Olivia Remes, do Departamento de Saúde Pública e Cuidados Primários da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, explica que transtornos de ansiedade generalizada são caracterizados por sensações frequentes de medo, inquietação, e de “sentir-se no limite”.

“Quando uma pessoa tem um prazo apertado ou uma emergência no trabalho, ela se sente ansiosa e isso é normal. Mas há pessoas que se preocupam com cada ponto de suas vidas e não conseguem se livrar disso”, explica.

  • Como lidar com a ansiedade?

Algumas das dicas para melhorar os sintomas vão desde a prática de exercícios físicos e meditação até buscar terapia.

“Quando você se exercita, você diminui seus níveis de ansiedade e você tem mais energia. Você simplesmente se sente melhor como um todo”, aponta Remes, que também acredita na terapia como a melhor forma de lidar com o transtorno.

A reportagem da BBC cita um estudo da Universidade de Nova Jersey em que os pesquisadores concluíram que a prática de exercícios e meditação duas vezes por semana, por 30 minutos cada, pode ajudar pessoas que “ruminam” pensamentos — algo comum entre os ansiosos.

3. Herpes

Cerca de 80% da população tem herpes simples, mas uma parcela pequena desenvolve a doença e outra menor ainda tem chance de recorrência. O vírus é altamente prevalente no mundo inteiro. A doença é causada por dois vírus: herpes simples vírus 1 (HSV-1) e herpes simples vírus 2 (HSV-2).

  • Como prevenir?

O herpes tem relação com a queda de imunidade. Quando a pessoa está estressada, por exemplo, o cortisol aumenta e a imunidade baixa. Com isso, o vírus é ativado e as feridinhas começam a estourar. O mesmo acontece quando a mulher está no período menstrual. Outros fatores que podem desencadear o herpes são o cansaço, o esforço exagerado, a febre, exposição ao sol e trauma local.

Especialistas dizem como prevenir: evitar exposição exagerada ao sol, usar protetor solar, evitar o estresse, se alimentar bem, durmir bem e evitar ficar cutucando a boca o tempo todo.

  • Como tratar?

O tratamento é feito com medicamentos antivirais — sempre com receita médica. Normalmente, quando a pessoa usa o remédio logo no início, o ciclo dura quatro dias.

4. Dor de cabeça

Segundo a OMS, cerca de metade da população mundial sofre de dor de cabeça. O problema afeta pessoas de todas as idades, raças, níveis de renda e áreas geográficas. Até 4% dos adultos em todo o mundo sofrem com dor de cabeça por mais de 15 dias, todos os meses. É considerada pela OMS como a sexta doença mais incapacitante do mundo.

De acordo com a Organização, “dores de cabeça trazem um significativo sofrimento pessoal, qualidade de vida prejudicada e custos financeiros” a quem sofre com elas. Além disso, doenças como ansiedade e depressão são mais comuns em pessoas que têm enxaqueca, sinaliza a OMS. A enxaqueca, doença que é considerada uma síndrome e tem como um dos sintomas a dor de cabeça, afeta 3 em cada 10 adultos em todo o mundo.

A dor de cabeça não significa, no entanto, que a pessoa tem necessariamente enxaqueca. Em entrevista à BBC, o neurologista Andrew Blumenfeld explicou alguns sinais de alerta de que a dor de cabeça pode ser, na verdade, enxaqueca:

  • dor em um só lado da cabeça;
  • dor que lateja;
  • dor que piora com os movimentos;
  • dor que está entre moderada e severa;
  • náusea;
  • sensibilidade à luz ou ao barulho.
  • Como tratar e prevenir?

De acordo com reportagem da BBC, o uso em excesso de analgésicos, anti-inflamatórios e do café como antídoto para a dor de cabeça, dizem os médicos, cria um “efeito rebote”, e faz com que elas piorem com o tempo. A quantidade segura para o uso de analgésicos contra a dor de cabeça, segundo os pesquisadores, é dois dias na semana.

Mas se você percebeu que tem que tomar remédios duas vezes por semana ou mais, vale considerar um tratamento preventivo, segundo o neurologista Blumenfeld. Para isso, é preciso ir a um especialista – com o seu “diário de dores de cabeça”, de preferência — para fazer o diagnóstico.

5. Diabetes

A diabetes é uma síndrome com diferentes origens, causada pela falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina exercer os seus efeitos no corpo — ela é produzida no pâncreas e é responsável por metabolizar a glicose. Por isso, pacientes diabéticos têm altas doses de açúcar no sangue de forma permanente. É importante manter o tratamento adequado e constante.

  • Como prevenir?

O Ministério da Saúde faz as seguintes recomendações:

  1. Manter o peso normal
  2. Não fumar
  3. Controlar a pressão arterial
  4. Evitar medicamentos que possam prejudicar o pâncreas
  5. Praticar atividades físicas
  • Como tratar?

O tratamento é feito por meio de um exame diário dos pés para evitar o aparecimento de lesões, uma alimentação saudável e com restrições de açúcar, prática de atividade física e o uso de medicamentos.

6. Depressão

Ainda de acordo com o relatório da OMS, 11,5 milhões de brasileiros sofrem de depressão. Os sintomas da doença incluem falta de vontade de fazer coisas, irritabilidade, distúrbios no sono, cansaço, choro fácil e, ainda falta de memória ou concentração.

“Estar triste faz parte da vida. Ninguém vai passar isento de momentos mais difíceis — mas a depressão é muito mais do que tristeza. Quem está deprimido tem toda a sua vida comprometida. Interfere no sono, na alimentação, no sexo, na capacidade de produção”, explica a psiquiatra Carmita Abdo.

  • Quais são as causas?

A depressão tem base genética e atinge pessoas de diversas idades, de crianças a idosos. Situações de estresse e acontecimentos traumáticos podem modificar os genes e colaborar para um quadro de depressão. O que acontece é um desequilíbrio químico no cérebro, em um neurotransmissor chamado serotonina. Em níveis adequados, a pessoa não tem ansiedade nem depressão: o humor fica regulado.

  • Como prevenir?

Um estudo feito na Noruega com quase 34 mil participantes sem sintomas de ansiedade e depressão foram acompanhados por 11 anos. De acordo com os resultados, as pessoas sedentárias eram 44% mais propensas a ter depressão, em comparação com aquelas que faziam pelo menos uma hora de atividade física por semana.

  • Como tratar?

Existem medicamentos que ajudam a combater a doença, agindo para combater o desequilíbrio químico que acontece no cérebro. Mas, atenção: os remédios têm efeitos diferentes em cada pessoa — por isso, é comum ter que trocá-los ou ajustar as doses. Além disso, os efeitos podem demorar algumas semanas para aparecer. Há, ainda, alimentos que podem aliviar alguns dos sintomas, e a terapia também pode contribuir no tratamento.

“O ponto de corte que nós fazemos para utilizar medicação é quando você tem uma depressão moderada — quando você já tem um impacto importante na funcionalidade”, explica o psiquiatra Jair Mari.