Categorias
Política Estadual Destaque3

Pré-candidato a prefeito, Carlos Matos acusa gestão Roberto Cláudio de descaso com os mais pobres

Corrida à Prefeitura! Movimentações de olho nas eleições municipais de 2020 começam a tomar forma na capital cearense. Um dos partidos que se antecipa nas articulações promovendo debates sobre as candidaturas para o próximo ano é o PSDB. A sigla tem como pré-candidato à gestão municipal de Fortaleza em 2020 o ex-deputado estadual Carlos Matos, que esteve presente no Jornal Alerta Geral (Expresso FM 104.3 + 26 emissoras no Interior + Redes Sociais) desta sexta-feira (19).

Entrevistado pelos jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida, o ex-deputado Carlos Matos falou sobre sua antecipação na candidatura à prefeitura da capital. O jornalista Luzenor de Oliveira perguntou ao pré-candidato se ele estava se enquadrando no adágio “Quem madruga Deus ajuda!”. Por sua vez, Carlos concordou com a afirmação e complementou: “O trabalho é que transforma o mundo. Estar a serviço da população para ouvir os desafios, para ouvir a necessidade do que a população tem seria obrigação de qualquer partido político, de qualquer político”.

Realidade da capital

Dentre as ações com vistas às eleições de 2020, Carlos Matos visitou bairros em Fortaleza e se reuniu com lideranças comunitárias a fim de entender quais os reais problemas enfrentados dentro das comunidades. Sobre a situação destas localidades e a reação dos fortalezenses quanto à sua pré-candidatura, o ex-deputado destaca: “Estamos nos aproximando para ouvir esse desafio e a população tem sido de um respeito e de uma seriedade que me impressiona!”

Se você for ao Meireles você vai pensar que está em Nova York ou em São Paulo, quanto você vai ao conjunto palmeiras, não, não pode ser a mesma prefeitura que cuida dessa cidade! Descuidada, sem saneamento, sem o mínimo de atenção com a população de baixa renda para que haja oportunidade para os jovens. Nós temos desemprego de quase 60% dos jovens, é uma coisa incrível. É um desafio nacional, um desafio das grandes cidades do país, mas nós temos que enfrentar, afirmou Carlos Matos.

Para Matos, um grande problema da atualidade é o êxodo de cearenses insatisfeitos com a o alto índice de violência na cidade que preferem morar em outras capitais do país mais desenvolvidas ou até fora do Brasil. Ele ainda pontua como exemplo a ser seguido a cidade de Medellin, capital da Colômbia, que registrou uma diminuição dos homicídios entre jovens, caindo de 400 para 13 com relação a 100 mil habitantes. O resultado positivo foi consequência de investimento na juventude e oferta de oportunidades.

Ex-deputado Carlos Matos (Foto: Reprodução)

Geração de emprego

Durantes as visitas realizadas nos bairros de Fortaleza, o jornalista Beto Almeida questiona se Carlos percebeu a existência de preocupação por parte dos populares quanto ao desemprego. Na visão do pré-candidato essa inquietação é presente e para solucionar isso é preciso criar um reforço escolar para os jovens no sentido de que eles possam estar mais preparados para entrar na universidade e logo em seguida conseguirem um emprego. Atualmente, um programa que ameniza o problema da falta de renda é o Bolsa Família.

O Bolsa Família eu acho que é bom, porque é um imposto negativo, é justo que eu pegue aqueles que não tiveram condição de pagar imposto e receba um pouco, mas eu não resgato a dignidade dele. Eu tenho que dar uma oportunidade de trabalho e o poder público tem papel fundamental nisso. É sim papel do poder público gerar emprego, afirma o pré-candidato Carlos Matos.

Alianças

No início deste mês o atual prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT) lançou um pacote de obras no valor de R$ 1,5 bilhão para o biênio 2019/2020. Na ocasião estiveram presentes lideranças importantes como o ex-presidenciável Ciro Gomes, o Governador Camilo Santana (PT),  o senador Tasso Jereissati (PSDB) e o presidente da Assembleia, José Sarto (PDT). O encontro evidenciou a reconciliação entre Tasso e Ciro e encaminhou possível aproximação entre o PDT e o PSDB.

Acerca desse estreitamento de laços e possível construção de alianças o ex-deputado pontua que “fazer alianças para governar bem é necessário. Estar aberto a fazer o que é bom para a população é demonstrar que não é fundamentalista”. De acordo com Matos a presença do senador Tasso na reunião foi um gesto de gratidão por parte de Roberto Cláudio que convidou o senador após este pautar a liberação no Senado e encaminhar a liberação de verbas para o pacote de obras na capital.

Apesar disso, o pré-candidato deixa claro que há insatisfação quanto à gestão atual do prefeito Roberto Cláudio e que afirmar a existência de uma aliança política é um pouco de exagero. “Dizer que tem uma aliança política há um caminho grande. Porque nós temos uma visão própria, como temos do Ceará, como temos do país e temos pra Fortaleza. E não estamos satisfeitos com a realidade como a cidade está. Nós queremos colocar nosso coração para construir uma cidade diferente do que está aí”

Confira a entrevista completa clicando no vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=JHJXKoSvV28&feature=youtu.be

Categorias
Política Estadual Destaque1

“Quem não se sentiria orgulhoso de estar a frente da cidade?”, diz Sarto sobre pré-candidatura à prefeitura de Fortaleza

O presidente da Assembleia Legislativa, José Sarto (PDT), que, atualmente, exerce o sétimo mandato consecutivo, participou, nesta segunda-feira (8), de entrevista no  Jornal Alerta Geral (Expresso FM 104.3 + 26 emissoras no Interior + Redes Sociais), fez um balanço das atividades no primeiro semestre de 2019 e, ao ser questionado sobre a citação do seu nome como um dos pré-candidatos do PDT à Prefeitura de Fortaleza, disse que seria um orgulho muito grande administrar a cidade.

O parlamentar foi entrevistado dentro do Bate Papo Político pelos jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida. Questionado por Beto se estaria de olho na sucessão municipal da capital cearense de 2020, Sarto afirma que tem ótimas relações com a cidade:“Eu tenho ligações históricas com Fortaleza, em todos os meus mandatos sempre tive uma votação muito boa em Fortaleza. Procuro defender um projeto para o Ceará.”

A presença de Sarto em eventos do Governo do Estado e da Prefeitura da Capital para, ao lado do Governador Camilo Santana e do prefeito da Capital, Roberto Cláudio, visitar ou inaugurar obras, chama a atenção e, nos bastidores políticos, essa movimentação é vista como estratégia de construção de uma pré-candidatura. Questionado sobre esse assunto pelo jornalista Beto Almeida, Sarto foi categórico: ‘’a eleição é uma coisa só do ano que vem.”

José Sarto é entrevistado no Jornal Alerta Geral | Foto: Camila Maciel

Estado do Ceará

Ao falar sobre o estado do Ceará e a importância de projetos como a transposição do Rio São Francisco, o deputado Sarto pontua que articulações serão feitas para que as obras sejam concluídas: ” A ideia é ir a Brasilia visitar o ministro pra sensibilizar e fazer a reivindicação da retomada imediata das obras, porque já tem, salvo engano, o último dado era que 97% já tinha sido concluído, está faltando aí 3% pra trazer a água do São Francisco, entrando pelo cariri aqui para o Ceará.”

Outro assunto em pauta na entrevista foi a reforma da Previdência. O parecer da proposta do governo foi aprovada na Comissão Especial da Câmara dos Deputados e, agora, segue para discussão e votação no plenário da casa legislativa. No projeto, que se firmou como maior bandeira do governo federal, não serão incluídos estados e municípios, os quais terão que construir sua própria previdência. José Sarto destaca que o governo estadual já se antecipou quanto a isso:

O governo Camilo Santana tinha feito com sua equipe uma projeção do impacto da entrada ou não entrada do estado do Ceará. O estado já fez algumas mudanças ao longo dos anos, inclusive aumentando a alíquota que hoje já é 14%, então já são algumas medidas de antecipação. A repercussão imediata para o Ceará é quase zero, o ideal era que se incluísse, mas o  que tinha de ser feito o governo do Ceará já fez.

Da esquerda para a direita: Beto Almeida, José Sarto, Luzenor de Oliveira e advogada Priscila Brito

Polêmica na Assembleia

Durante a entrevista, Sarto foi indagado, também, sobre as denúncias do deputado estadual André Fernandes (PSL) de que colegas parlamentares teriam envolvimento com facções criminosas. A acusação gerou desgastes à imagem do Legislativo. Como consequência, André foi alvo de representações no Conselho de Ética pelos partidos PSDB e PDT. André também teve sua denúncia arquivada pelo MP-CE por falta de provas significativas. Segundo José Sarto, a decisão de André em pedir desculpas ao colega deputado Nezinho Farias (PDT) deixa o desgaste à imagem do Parlamento como coisa superada.

Do ponto de vista de imagem tá superado porque o deputado André Fernandes se desculpou publicamente para com o deputado Nezinho, que foi o grande prejudicado. Eu faço essa crítica, é até por um pouco de inexperiência, o deputado não pode encaminhar qualquer crítica a qualquer pessoa, ele tem que se aprofundar, investigar a denúncia. Creio que faltou um pouquinho de experiência para compreender essa coisa toda. 

Confira a entrevista completa em vídeo clicando no link abaixo:

Categorias
Política Estadual Destaque1

Pré-candidato à Prefeitura de Fortaleza, Carlos Matos diz que “não existe navio com primeira classe quando ele afunda”

“Não existe navio com primeira classe quando ele afunda”. A declaração é do presidente da Executiva Municipal do PSDB e pré-candidato à Prefeitura de Fortaleza pelo PSDB, Carlos Matos, em entrevista ao Jornal Alerta Geral na manhã desta sexta-feira (17). Matos falou sobre as motivações para um processo de renovação do partido no Ceará e foi crítico ao atual governo de Roberto Cláudio.

Durante a entrevista, concedida aos jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida (transmitida na FM 104.3 na Grande Fortaleza + 26 emissoras no Interior do Estado e Redes Sociais), Matos comentou o lançamento de seu nome ao pleito do Paço Municipal de 2020 e disse estar “honrado” com o convite.

+ O presidente da executiva regional, ex-senador Luiz Pontes, e o senador Tasso Jereissatilançaram o nome de Matos ao pleito para o Paço Municipal em 2020.

Grande purificação

Matos foi enfático em dizer que os “13 anos fora do poder” foram, na verdade, uma “grande purificação” para o partido. Segundo ele, o PSDB se distanciou daqueles que desejam as “tetas do poder, as tetas do governo” e, seguindo o que chamou de “DNA de forte ruptura”, disse que é hora de uma nova mudança.

Questionado sobre o lançamento precoce da pré-candidatura – com mais de um ano de antecedência -, Carlos Matos afirmou que o partido está passando por um processo de “ruptura política”, rompendo com as “oligarquias” locais (como, segundo ele, fez no passado) e iniciando uma agenda “capaz de escutar a sociedade”.

Estamos passando por um momento de ruptura na política. O PSDB rompeu com as oligarquias, aqueles que desejam as tetas do poder saíram, estão em outros partidos. Nós não podemos nos conformar com os desafios de Fortaleza e achar que não tem jeito. Por isso, nós precisamos sair com o tempo.

“Os partidos ficaram com uma agenda atrasada”

“Precisamos conquistar a sociedade a partir dessa agenda criada”

Uma das metas do PSDB é entrar, com força, na disputa pelas prefeituras e câmaras municípios cearenses. Matos, questionado pelo jornalista Luzenor de Oliveira sobre o tom do novo discurso adotado pelo partido para o pleito de 2020 na Capital, afirmou que é preciso apresentar uma agenda que fuja do ‘toma-lá-dá-cá’ na política: “precisamos conquistar a sociedade a partir dessa agenda criada”, afirmou o tucano.

O ex-deputado relembrou ações deixadas pelo PSDB, como o Projeto São José, lançado em 1995, no Ceará, em parceria com o Banco Mundial (Bird). Sobre as expetativas para a Prefeitura da Capital, Matos afirmou que precisa ser a “Capital da inovação” e cobrou projetos de geração de emprego, quando citou o caso do bairro Bom Jardim – “a juventude está sem perspectivas”.

“O nome tem que estar atrelado ao projeto”

Quanto aos desafios, o pré-candidato disse nas eleições passadas não existia um nome preparado para lançar um projeto de unidade para o estado. Segundo ele, “o nome tem que estar atrelado ao projeto” e compro um grupo  partidário capaz de escutar a sociedade.

Matos disse, ainda, que o partido está “refazendo os próprios erros” e que não tem como objetivo se tornar o maior ou melhor partido – “Nossa filosofia é mais ser semente de mostarda do que querer ser o maior ou melhor”. Matos finalizou afirmando que, como fortalezense, pretende atuar diretamente nessas mudanças:

Já que escolhemos morar aqui… É melhor mudar onde moramos.

Acompanhe a entrevista completa:

Categorias
Política Nacional Destaque3

Brasil é governado por um bando de malucos, diz Lula em entrevista

“Eu tenho tanta obsessão de desmascarar o [ministro da Justiça, Sérgio] Moro, desmascarar o [Deltan] Dallagnole e a sua turma e desmascarar aqueles que me condenaram que eu ficarei preso 100 anos, mas eu não trocarei a minha dignidade pela minha liberdade”.

Foi o que disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista aos jornais Folha de São Paulo e El País.

O petista, que está preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba desde 7 de abril do ano passado, teve o direito de falar a jornalistas concedido após uma longa discussão no judiciário. Nessa quinta, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski deu parecer a favor de Lula, permitindo que ele selecionasse os veículos de comunicação pelos quais gostaria de ser entrevistado. No primeira decisão, a Justiça havia dito que a entrevista seria aberta para outros profissionais da área, o que foi mudado nessa quinta.

O petista também fez várias críticas ao presidente da República, Jair Bolsonaro. Ele afirmou que “o Brasil está sendo comandado por um ‘bando de malucos'” e avaliou que, sem um partido sólido, o atual mandatário brasileiro não “perdura”. Além disso, Lula convidou a elite do país a fazer uma reflexão.

“Vamos fazer uma autocrítica geral nesse país. O que não pode é esse país estar governado por esse bando de maluco que governa o país. O país não merece isso e sobretudo o povo não merece isso”, afirmou.

Segundo reportagem do Correio Braziliense, Lula falou sobre a necessidade de diálogo entre os partidos da esquerda e lembrou do episódio em que senador Cid Gomes (PSB-CE), irmão de Ciro Gomes (PDT), havia dito a frase “O Lula tá preso, babaca!”. Quanto à política externa, o ex-presidente disse que, hoje, o país tem “o mais baixo nível de política externa que já vi na vida”. Ele também criticou a atuação do chanceler Ernesto Araújo, que hoje comanda o Itamaraty.

Categorias
Política Destaque3

Para Capitão Wagner, o trabalhador comum está dando sua cota de sacrifício sem receber o retorno

O deputado federal Capitão Wagner (Pros), em entrevista ao Jornal Alerta Geral desta quinta-feira (18), comentou os pontos da reforma da Previdência proposta pelo governo de Jair Bolsonaro que aguarda, ainda, votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Para o Capitão, “se for aprovada (a reforma), vai ser muito diferente do que foi proposto pelo governo“. Para ele, “ninguém ia apresentar uma proposta achando que ia ser alterada 90% e parece que é isso que vai acontecer de fato”.

O Bate Papo Político foi mediado pelos jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida que, em pouco mais de 17 minutos, debateram pontos polêmicos da reforma, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), aposentadoria para policiais militares e o Sistema de Capitalização defendido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

O deputado ressaltou, ainda, que a proposta de reforma não é benéfica para os policiais militares e que cobra mais do trabalhador menos beneficiado. Wagner defendeu que a economia esperada inicialmente não se concretizará se a reforma for aprovada dessa maneira. Segundo ele, com a retirada, principalmente, dos dois pontos mais debatidos – BPC e Aposentadoria Rural – a economia esperada pelo governo não encontra o fôlego necessário.

Bate Papo:

Pontos polêmicos da Reforma:

Luzenor de Oliveira: Muitos pontos, como o BPC (ou) as regras mais duras para os trabalhadores rurais, estão atrapalhando o sonho do governo em ter uma reforma Previdenciária com tramitação mais ágil na Câmara Federal?

Capitão Wagner: A falta de articulação do governo vai gerar uma grande desidratação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça, que você analisa apenas a constitucionalidade. Já se discute, para a próxima semana, a retirada de diversos pontos. Questão do abono salarial, a questão do BPC, a questão do agricultor e vários outros pontos além da própria Capitalização, que já está sendo colocada em cheque por conta do que aconteceu no Chile. Eu acredito também que não seja o modelo adequado. Na Comissão de Mérito, aí é que vai ter alterações na proposta.

Tratamento diferenciado para mulheres:

  • Capitão Wagner: A questão do tratamento diferenciado da mulher no Regime Geral e não no Regime Próprio, mostra uma discriminação. Por que a servidora pública não merece o mesmo tratamento que qualquer outra mulher do Regime Geral tem em relação a tempo de serviço, idade mínima, etc? Eu acho que ainda vai ter muita polêmica.

Militares

  • Capitão Wagner: Por conta da proposta da reforma dos militares federais, eu queria esclarecer isso, porque quando se fala de militares acha que está se falando de policial militar, de bombeiro militar, e a proposta não traz benefício para o policial militar e nem para o bombeiro. (Traz), sim, a reestruturação da carreira para os policial militares das Forças Armadas: o Exército, a Marinha e a Aeronáutica.

Beto Almeida: O governo, quando propôs a reforma para os militares federais, disse que ela também irá atingir, no Estado, os bombeiros e os policiais militares. Para os estados, o governo vende que a reforma da Previdência será boa porque isso tratá economia, inclusive, na questão dos gastos com os militares. 

Capitão Wagner: É o sacrifício. Eu acho que, de fato, o governo está falando a verdade. Quando ele fala que vai atingir policiais militares e bombeiros militares, vai aumentar o tempo de contribuição. Se debate a criação de uma idade mínima para os policiais militares e bombeiros se aposentarem, então, vem a parte do sacrifício. Quando eu digo que ela não é boa para eles é porque só vai vir a cota de sacrifício, não vai vir o benefício da reestruturação da carreira que é previsto para o militar federal.

Cota de sacrifício

  • Capitão Wagner: Fica muito difícil pedir para o trabalhador dar a cota de sacrifício quando o militar federal até está dando sua cota de sacrifício, mas está sendo beneficiado com a reestruturação da carreira. O professor não está sendo beneficiado, o bombeiro não tá sendo beneficiado, o policial militar não está. O trabalhador, no geral, não está sendo beneficiado e o militar federal está tendo a reestruturação.
Deputado Federal, Capitão Wagner (Pros), destaca pontos que acha negativos na reforma da Previdência / Foto: Redação

Ambiente para Reforma

Luzenor de Oliveira: Qual é o ambiente, Capitão Wagner, entre os 513 deputados federais? O governo precisa de 308 votos para aprovar em primeiro turno a PEC da Previdência Social. Por que o governo enfrenta tantas dificuldades nesse momento?

Capitão Wagner: Eu acho que a estratégia do governo foi apresentar uma reforma mais dura do que a do Temer – a proposta do Temer geraria uma economia de 600 bilhões, essa, gera uma economia de 1 trilhão e 100, mais ou menos. Nos cálculos do governo, que a gente não viu ainda os detalhes desses cálculos. É por conta disso que a oposição lá tem ganho espaço.

Equilíbrio dos cofres

Luzenor de Oliveira: O que poderá sobrar dessa Reforma Previdenciária uma vez que o ministro da Economia, Paulo Guedes, sempre argumenta que a reforma é necessária e inadiável para equilibrar os cofres da Previdência Social?

Capitão Wagner: Ontem (17) eu assisti uma entrevista do ministro da Economia e vi ele dizer que mesmo com essas alterações o país ainda iria economizar cerca de 1 trilhão. Ele não acompanhou o que aconteceu na CCJ e o que estar por vir na próxima semana. Com a retirada de tudo isso aí é impossível que haja essa economia de 1 trilhão que ele está vendendo para o Mercado.

Mercado

  • Capitão Wagner: Acho que ele (Paulo Guedes) tem que ter o discurso otimista, de fato, para não assustar o Mercado, mas o que a gente está vendo em relação a tramitação é que há uma dificuldade de aprovação e, se for aprovado, vai ser aprovado muito diferente do que foi proposto pelo governo.

Eleições de 2020

O senhor chegou ao segundo turno da disputa pela Prefeitura de Fortaleza em 2016. Agora, já está na condição de pré-candidato, vai entrar nessa disputa, ou a Câmara Federal o entusiasma?

Capitão Wagner: Sem dúvida nenhuma estar perto do nosso povo, estar conversando com o cidadão cearense, fortalezense em especial – minha família vive aqui em Fortaleza, meus pais, meus filhos, a esposa, ninguém foi para Brasília – me encanta. Estar perto do povo, para mim, é realmente um sonho. Logicamente, depois de ter disputado a eleição em 2016, ter ido para o segundo turno, ter tido uma votação expressiva, 47% dos votos, naturalmente nosso nome é cotado e eu me considero já como pré-candidato.

 

 

Categorias
Saúde

Em entrevista, presidente do Cosems propõe que médicos cubanos ocupem vagas ociosas no Ceará

Em entrevista ao Jornal Alerta Geral desta quinta-feira (11), a presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará (Cosems-CE), Sayonara Cidade, alertou que mais de 400 vagas do Programa Mais Médicos, no Ceará, estão ociosas. De acordo com a secretária, o número é preocupante e, principalmente para os municípios do Interior, as vagas deixadas em aberto poderiam ser preenchidas pelos médicos cubanos que continuaram no país.

Ainda segundo Sayonara, por enquanto, os atendimentos estão sendo feitos de maneira incompleta e sem sucesso. Os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida apontam as diferenças entre médicos cubanos e brasileiros. Segundo eles, os médicos brasileiros podem abandonar o posto a qualquer momento e, por conta disso, precisam ser convencidos pelo Ministério da Saúde. Para Luzenor, esses profissionais precisariam demonstrar uma garantia no edital de seleção. “Por exemplo, o médico tem que passar pelo menos 6 meses”, destaca o jornalista.

Categorias
Política Estadual Destaque3

Para presidente da Aprece, “é preciso transformar as palavras em ações para aliviar as situações financeiras dos municípios”

Na Marcha dos Prefeitos a Brasília em Defesa dos Municípios, a maior distribuição de recursos entre Brasília, estados e municípios, vira o ponto de destaque para agenda política de prefeitos cearenses. O ministro da Economia, Paulo Guedes, resumiu o plano governamental defendendo que “o dinheiro tem que ir onde o povo está” – para os municípios. O economista anunciou um repasse de 20 bilhões de reais, dinheiro que beneficia, também, o Ceará, embora ainda não se saiba o valor exato.

Em entrevista ao Jornal Alerta Geral desta quinta-feira (11), o presidente da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (APRECE), Nilson Diniz, disse que viu como positivo o discurso do ministro da Economia, Paulo Guedes, na última terça-feira (9), onde anunciou a criação de um imposto único federal com a fusão de três a quatro tributos, que beneficia os estados e municípios. O ministro anunciou, também, que governadores e prefeitos receberão a maior parte dos recursos.

Segundo Nilson, talvez, esses repasses não cheguem no primeiro semestre de 2019, mas, é “preciso transformar as palavras em ações” para “aliviar as situações financeiras dos municípios”. Para o presidente da Aprece, os 10 bilhões anunciados pelo ministro para o fundo social, que será redistribuído para os estados, foi um dos principais pontos da Marcha. Além disso, o repasse de até 70% dos recursos que a União arrecadar com o pré-sal aos municípios gera, também, expectativas positivas.

 

Categorias
Geral Destaque2 Destaque3

Acabou o fôlego: Construtoras não têm como manter empregos, alerta presidente do Sinduscon

O atraso na transferência de recursos do Governo Federal para as construtoras responsáveis pela construção de imóveis do Programa Minha Casa, Minha Vida no Ceará coloca em risco 6.000 empregos direitos na Grande Fortaleza e no Interior do Estado. Desse montante, para cada um emprego direto, o Programa gera outros três empregos indiretos – assim, aproximadamente, 18 mil empregos diretos e indiretos estão em risco. 

As empresas, segundo revelou, nesta quarta-feira (3), o presidente do Sinduscon (Sindicato das Construtoras do Ceará), André Montenegro, em entrevista ao Jornal Alerta Geral (Rádio FM 104.3 – Grande Fortaleza + 26 emissoras no Interior), não têm mais fôlego para manter em dia os salários dos trabalhadores. Segundo ele, as construtoras (menores) investem e depois recebem o repasse, impossibilitado pelo atraso.

De acordo com o André, o Governo Federal havia assumido o compromisso de, na última semana de março, fazer o desembolso para as construtoras, mas o dinheiro não chegou e, segundo ele, o mês de abril começa com muitas dificuldades. O quadro, conforme enfatizou, é crítico, principalmente, para as pequenas empresas, que não têm capital para bancar as contas com dois ou três meses de atraso. O repasse é feito pela Caixa Econômica Federal.

Problema nacional:

Segundo André Montenegro, na Faixa 1 do Programa – que atende famílias com renda de até R$ 1.800,00 – as construtoras são prestadoras de serviço, ou seja, são pagas a medida em que realizam as obras. Assim, a dinâmica funciona com as construtoras investindo e depois recebendo. O repasse acontece, geralmente, 45 dias após a finalização das obras. Segundo André, o atraso chega a 90 dias.

Com isso, as construtoras que atuam no Programa avisaram ao Palácio do Planalto que vão começar a demitir trabalhadores. A defasagem no cronograma começou no início do ano. Com a promessa de que a situação seria regularizada, os empresários aguardaram até março. Como o dinheiro não veio, eles falam, agora, em dispensar até 50 mil empregados nos próximos dez dias. A dívida seria de R$ 450 milhões.

Dados da CBIC indicam que o Minha Casa, Minha Vida representa dois terços do mercado imobiliário brasileiro. O setor da construção, que chegou a empregar 3,4 milhões de pessoas, hoje emprega 2 milhões. O Ministério do Desenvolvimento Regional informou que não houve aviso formal de demissões, mas reconheceu que “tem recebido reclamações de pagamentos abaixo do necessário“.

Categorias
Política Destaque2 Destaque3

Deputado Denis Bezerra diz que Reforma “não tem nada de novo” e condena privilégios parlamentares

Entrevista com o deputado federal Denis Bezerra (PSB)

Dos 22 deputados federais do Ceará, 16 se mostram contrários à reforma da Previdência proposta pelo governo. Para o deputado Denis Bezerra (PSB-CE), embora em foco, o texto “não se trata de uma nova Previdência; é apenas uma reforma, não tem nada de novo.” O parlamentar vê vários “pontos negativos” na proposta, como as alterações no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadorias rurais.

Durante entrevista nesta sexta-feira (29), no Jornal Alerta Geral (Rádio FM 104.3 – Expresso Grande Fortaleza + 26 emissoras no Interior), o deputado falou que a “grande maioria da população não atingiria as metas para aposentadoria”. Segundo a proposta de reforma, os contribuintes precisariam de, pelo menos, 65 anos de idade e 40 de contribuição, o que, segundo Denis, seria impossível.

A entrevista foi conduzida pelos jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida, que questionaram os pontos da reforma e como os parlamentares estão se posicionando diante do debate. Denis foi enfático em se mostrar contrário à proposta de reforma, e disse que os parlamentares estão “recebendo críticas” por terem aposentadoria especial, o que, segundo ele “é uma inverdade“.

Deputados podem aderir à regime geral da Previdência

A partir desta legislatura, os deputados federais têm a opção de passar para o regime comum de contribuição, no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Hoje, os deputados federais e senadores se aposentam com 60 anos de idade mínima para homens e mulheres e 35 anos de contribuição. Os parlamentares recebem 1/35 do salário para cada ano de parlamentar, sem limitação de teto.

Durante a entrevista, o deputado Denis Bezerra destacou que fez a opção pelo regime geral da Previdência – “foi uma opção minha“. Para o parlamentar, sua iniciativa é importante para “poder fazer críticas”. O jornalista Beto Almeida ponderou, no entanto, que os parlamentares podem deixar de abrir mão dos benefícios a qualquer momento. Denis afirmou que não irá voltar atrás, e que seu compromisso está firmado.

Deputados que abriram mão de benefícios

Nos momentos finais da entrevista, o jornalista Beto Almeida fez outra intervenção, relembrando de uma das polêmicas envolvendo deputados federais cearenses. Um balanço feito no Portal da Transparência do Legislativo, revelou que só cinco dos 22 deputados do Ceará abrem mão de benefícios e Denis não está entre eles.

Segundo o deputado, a reportagem que levantou o caso foi feita ainda no início da legislatura, o que, segundo ele, não considerou os parlamentares que optaram por abrir mão dos benefícios mas que ainda não tinham publicado a decisão no Portal da Transparência.

Na ocasião, a reportagem revelou que 17 deputados federais cearenses ainda optaram por receber ou auxílio-moradia de até R$ 4,2 mil ou um imóvel funcional custeado pela Câmara dos Deputados em Brasília.

Deputado Federal Denis Bezerra (PSB), nos estúdios do Jornal Alerta Geral, ao lado dos jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida.

Fortalecimento do PSB

Questionado pelo jornalista Luzenor de Oliveira sobre as articulações para trazer parlamentares ao PSB, como Nizo Costa, que abandonou o Patriota e se filiou ao PSB, Denis afirma que essas articulações fortalecem o partido.

Segundo ele, o PSB articula em diversos municípios o apoio de parlamentares para estar “mais forte em 2020”. O deputado afirma, também, que esse movimento acontece “já pensando no futuro, na eleição para deputados e governador“.  

Categorias
Destaque1 Destaque3

Sobreira destaca criação da Zona Franca do Semiárido, que beneficia 31 municípios do CE

Bate Papo Político desta terça-feira (12)

Uma Proposta de Emenda à Constituição Federal (PEC) que disciplina a criação da Zona Franca do Semiárido do Nordeste e do Norte de Minas Gerais, beneficiando 31 cidades do Ceará, entra na agenda da Assembleia Legislativa.

O presidente da Mesa Diretora, Sarto Nogueira (PDT), deu aval ao movimento de um grupo de deputados estaduais que quer a criação de uma subcomissão ligada à Comissão de Indústria e Comércio do Legislativo do Ceará para acompanhamento da tramitação da PEC que cria a Zona Franca do Semiárido

Autor da Proposta de Emenda à Constituição Federal à época em que exercia mandato na Câmara, o hoje deputado estadual Wilson Filho, do Estado da Paraíba, foi recebido, nessa segunda-feira, em Fortaleza, pelo presidente da Assembleia Legislativa, José Sarto.

Sarto, ao lado do deputado estadual Marcos Sobreira, assumiu compromisso de apoio ao debate a ser realizado sobre a Proposta de Emenda à Constituição. 

De acordo com essa PEC, a Zona Franca do Semiárido, com um raio de abrangência de 100 quilômetros a partir da cidade de Cajazeiras, no Estado da Paraíba, englobará 93 municípios, atraindo investimentos com base em incentivos fiscais. Segundo Wilson Filho, a proposta contribuirá para revolucionar a economia do Nordeste.