Categorias
Saúde Destaque3

Pesquisa aponta que 57% dos brasileiros considera o consumo da maconha inaceitável

De acordo com uma pesquisa global, realizada pelo Instituto Ipsos, terceira maior empresa de pesquisa e de inteligência de mercado do mundo, o consumo da maconha de forma moderada não possui grande aceitação no Brasil. O estudo aponta que Seis em cada dez brasileiros (57%) não acreditam que o uso moderado da maconha seja moralmente aceitável, enquanto 24% dos brasileiros dizem que a atitude é moralmente aceitável.

O levantamento, que avalia a aceitação do consumo de 15 itens, mostra que metade dos brasileiros (47%) acredita que ninguém deveria ter acesso à droga. Para 66% dos entrevistados do Brasil, a maconha é viciante, enquanto 13% acreditam que não é.

Apesar de a maconha não ser vista com bons olhos, pouco mais da metade dos brasileiros, cerca de 56%, enxergam seu valor medicinal. Cinco em cada dez brasileiros (54%) acreditam que o uso da maconha deveria ser legal no país para uso médico. Entretanto, 26% não concordam.

 

 

Categorias
Cotidiano

Rede de pesquisadores vai monitorar segurança pública em cinco estados

A situação da segurança pública do Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Pernambuco e Bahia será monitorada, a partir de 1 de junho, pela Rede de Observatórios da Segurança. Pesquisadores de cinco estados brasileiros farão o monitoramento de dados oficiais divulgados pelos órgãos de segurança pública de cada estado e de 16 indicadores elaborados pelos pesquisadores dos núcleos de pesquisa atuantes em cada uma das regiões.

O Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), da Universidade Cândido Mendes, vai coordenar o trabalho, que terá como parceiros a Iniciativa Negra, da Bahia; o Laboratório de Estudos da Violência da Universidade Federal do Ceará (UFC); o Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares de Pernambuco e o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP).

Coordenadora da rede, a pesquisadora Silvia Ramos, do Cesec, disse que a proposta com a produção de indicadores é ir além dos dados e entender os processos que os produzem.

Silvia Ramos, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, coordenará a rede – Tânia Rêgo/Agência Brasil

“Vamos monitorar violência, segurança pública e criminalidade diariamente, e focalizando em temas novos, como crianças e adolescentes, população LGBT, violência contra a mulher, linchamentos, chacinas. Que fenômenos são esses? Por que estão acontecendo?”, exemplifica ela. “Queremos analisar não só os números, mas também entender dinâmicas. E o observatório é uma forma de fazer isso apoiado em redes locais”, explicou.

Indicadores

Os 16 indicadores que serão produzidos na rede vão avaliar a situação dos cinco estados em relação a feminicídio e violência contra mulher; racismo e injúria racial; violência contra a população LGBTQ+; intolerância religiosa; violência contra crianças e adolescentes; linchamentos; violência armada; ações e ataques de grupos criminais; manifestação, greve e protesto; violências, abusos e excessos por parte de agentes do Estado; policiamento; violência contra agentes do Estado; corrupção policial; chacinas; sistema penitenciário e sistema socioeducativo.

Para ir além dos dados oficiais disponibilizados, os pesquisadores pretendem recorrer a organizações da sociedade civil e à imprensa, além da Lei de Acesso à Informação.

Coordenador do Laboratório de Estudos da Violência (LAV/UFC), César Barreira disse que pesquisadores da área de segurança pública sofrem com a falta de disponibilidade de dados. Segundo ele, boletins de ocorrência são documentos que poderiam fornecer uma série de informações importantes para pesquisas.

“Essa rede vai fortalecer [ações na érea de segurança] no sentido de termos mais dados para as análises de políticas públicas, e também para a gente poder ter uma metodologia mais comum no Brasil”, acrescentou.

A formação da rede contou com o apoio das fundações Ford e Open Society, além de organizações da sociedade civil e militantes de periferias.

Coordenador da Iniciativa Negra, Dudu Ribeiro acredita que a contribuição de parcelas vulnerabilizadas da sociedade vai possibilitar uma abordagem mais completa sobre os temas.

“Não é só fazer o recolhimento e tratamento dos dados, mas conseguir trazer outras contribuições, possibilidades e visões, que muitas vezes faltam à academia. Não apenas porque faltava à academia essa percepção, mas porque faltava a gente na academia”.