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A pedido da defesa, Polícia Federal adia depoimento de supostos hackers

Pelo menos dois dos quatro presos por suspeita de envolvimento de invasão do celular do ministro da Justiça, Sérgio Moro, tiveram os depoimentos adiados. O advogado Ariovaldo Moreira, que defende o DJ Gustavo Henrique Elias Santos e uma mulher presa, identificada como Suellen Priscila de Oliveira, pediu que a dupla seja ouvida apenas na sua presença.

Em e-mail enviado à PF, Moreira informou que não autorizava o depoimento sem a presença dele ou de um advogado público. Ele acusa a corporação de dificultar a defesa dos clientes, alegando que só foi informado das prisões quando a dupla já estava em Brasília.

Ele teria, então, que se deslocar de São Paulo até a capital federal. Moreira deve chegar no Distrito Federal nesta quarta-feira (24/7). Gustavo e Suellen foram levados para a carceragem da PF no Aeroporto Juscelino Kubitschek, por falta de espaço na Superintendência, localizada no Setor Policial Sul. Ariovaldo Moreira nega que os clientes sejam hackers.

As prisões foram autorizadas pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília. Além de Moro, eles são acusados de invadir o celular de outros juízes e de dois delegados.

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Bolsonaro se reúne com Moro no Planalto após prisão de hackers

O presidente Jair Bolsonaro se reúne nesta quarta-feira, (24), às 11h, com o ministro da Justiça, Sérgio Moro, no Palácio do Planalto. A reunião deve tratar sobre a tramitação do pacote anticrime e a operação Spoofing, deflagrada ontem pela Polícia Federal(PF) e que prendeu três homens e uma mulher, suspeitos de hackearem o celular de Moro.
Os quatro suspeitos foram detidos em Araraquara e Ribeirão Preto, interior de São Paulo, na terça-feira (23), e transferidos ainda na noite de ontem para a Superintendência da PF no Distrito Federal. Segundo a Justiça Federal do Distrito Federal, os mandatos foram assinados pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara, e o sigilo envolvendo as ordens será retirado às 12h desta quarta-feira(24). A prisão dos suspeitos é válida por cinco dias.

Segundo o Correio Braziliense, a PF também investiga a invasão do celular do ministro da Economia, Paulo Guedes. A suposta invasão hacker foi relatada pela assessoria de Paulo Guedes na noite de segunda (22). De acordo com a assessoria, o ministro teve o celular clonado depois das 22h30, quando o telefone dele entrou para o aplicativo de mensagens Telegram.

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País tem de agir para evitar indústria de hackers, diz ministro

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse que o ataque de hackers para vazar supostas mensagens de integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato foi um ato criminoso e manifestou apoio ao ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro. Fernando Azevedo e Silva.

“Eu não tenho dúvida que isso aí é um crime, e esse crime não pode compensar. Porque, senão, vai ficar uma indústria do hacker em celulares, computadores. Vai ficar um comércio disso aí. Isso aí é um crime e deve ser tratado como tal. E rápido”, exigiu o ministro da Defesa.

Sobre o teor das supostas conversas de Sergio Moro, que foi juiz titular da Lava Jato na 13ª Vara Federal em Curitiba, com o coordenador da força-tarefa da operação, procurador Deltan Dallagnol, Fernando Azevedo e Silva disse não ver nada de mais e ressaltou a confiança do governo no ministro.

“O ministro Moro goza de toda a confiança não só dos ministros e do presidente. É um profissional respeitado, inclusive pela população brasileira. A troca de mensagens – que poderia ir no gabinete, hoje em dia se faz por mensagem –  foi de instituições do Judiciário, fazendo parte de uma força-tarefa. Eu não vejo nada de mais, a não ser um crime violento, em relação à privacidade da pessoa, da autoridade”, reforçou.

Fernando Azevedo e Silva observou o tanto que os celulares hoje têm informações sovre cada pessoa. “O nosso aparelho celular é um componente do seu corpo, hoje em dia. Você tem ali suas expectativas, suas emoções, os sentimentos, as suas mensagens. Você não pode ser invadido. Se o meu celular fosse violentado dessa forma, [isso] é uma violência, um crime”, concluiu.

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Moro tenta emplacar agenda positiva e diz: ‘hackers não vão interferir na missão’

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, postou, na manhã desta quarta-feira (12), em seu Twitter dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) que registram queda nos crimes em todo o País.

Moro ressaltou que do primeiro bimestre do ano passado para o mesmo período deste ano os homicídios apresentaram queda de 23%. A divulgação da agenda positiva vem na esteira dos vazamentos de conversas entre o ministro e o procurador da força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol.

Moro ainda fez ressalvas quanto aos dados da segurança, afirmando que precisa trabalhar para a redução ser “permanente e constante”, além de citar que muitos fatores influenciaram a queda nos crimes, portanto “o mérito não é só do governo federal, mas também dos estaduais e distrital”. O ministro também afirmou que apesar da redução, “os números ainda são altos, precisamos trabalhar muito mais”.

O ex-juiz da Lava-Jato ainda fez um apelo ao afirmar que “ajudaria a aprofundar a queda nos crimes a aprovação do projeto anticrime, mas respeitamos a prioridade da Nova Previdência”. Moro disse também que “hackers de juízes, procuradores, jornalistas e talvez parlamentares, bem como escândalos falsos, não vão interferir na missão”.

As reações à publicação de Moro são majoritariamente de apoio à sua atuação tanto como ministro, quanto como juiz da Lava-Jato, embora alguns internautas o critiquem por conta dos vazamentos revelados pelo site The Intercept.