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Laboratório da Uece é responsável por comprovar atividades medicinais de plantas do semiárido nordestino

É comum da tradição popular o tratamento de dores e desconfortos por meio da utilização de plantas que desempenham função medicinal. Os chás para curar dores no corpo e desconfortos, agir em cicatrização e inflamações, e por aí se alonga a lista escrita desde os antigos. Com o avanço de pesquisas laboratoriais, o meio acadêmico certificou e aprofundou a utilização de herbáceas dentro de suas capacidades de oferecer compostos químicos específicos que são eficazes no combate a uma série de doenças.

É este propósito que guia os trabalhos do Laboratório de Química de Produtos Naturais (LPN) da Universidade Estadual do Ceará (Uece), responsável por validar e identificar atividades medicinais em cerca de 50 plantas do semiárido na região Nordeste.

Referência na área das Ciências Naturais, a professora Selene Maia de Moraes está à frente dos trabalhos do laboratório desde 1998. É titular da Uece em cursos de graduação, assim como dos Programas de Pós-Graduação em Ciências Naturais, Biotecnologia e Ciências Veterinárias. Ensina acerca de bioquímica aplicada, produtos naturais e compostos bioativos.

Ela explica que, na Uece, pesquisadores têm se empenhado em estudos que colhem informações do conhecimento popular e exploram com tecnologia e inovação a produção científica que objetiva ampliar as soluções medicinais para enfermidades.

“No Laboratório de Produtos Naturais fazemos um trabalho de mostrar o poder das plantas, principalmente da Caatinga, que não dispõe de muito estudo. A gente realiza o levantamento dos constituintes químicos e das atividades contidas nas plantas. Aqui conseguimos orientar os alunos de Mestrado, Doutorado e Iniciação Científica. Com esses trabalhos, fazemos publicações em revistas nacionais e internacionais. Obtendo-se diversos trabalhos e produzindo patentes com materiais novos vindos das herbáceas, conseguimos vários projetos e financiamento para poder comprar todos esses equipamentos vistos no laboratório”, destaca a professora universitária.